Web Summit 2019

Primeiros passos de uma startup rumo ao sucesso

kpmg dia 2 (43)

Pelo terceiro ano consecutivo, a KPMG e a BGI (Building Global Innovators) promoveram o demo day, onde nove start ups puderam apresentar-se e, quem sabe, dar um novo fôlego aos seus projetos.

A Arábia Saudita pode bem ser o novo mercado de uma das startups que se apresentou ontem no demo day organizado pela BGI (Building Global Innovators) e a KPMG. Tudo porque, entre os parceiros convidados, houve um interessado ao ponto de propor uma eventual expansão para o mercado do médio oriente. “Foi algo que surgiu naquele momento e, provavelmente, irão surgir mais sinergias”, garante Sofia Fernandes, Head of Marketing and Communication Innovation and Entrepreneurship Initiative MIT- Portugal da BGI, para quem esta é apenas uma das mais-valias de que as startups beneficiam ao participar no demo day.

Este foi o terceiro ano consecutivo que as startups que participam no programa de aceleração da BGI se apresentaram na Web Summit, no âmbito da parceria entre a KPMG e a BGI. “A BGI tem um programa de aceleração com startups de deep technology – normalmente vêm de centros de investigação ou de universidades – que tem a duração de um ano. O nosso propósito é fazer a transferência da tecnologia para o mercado. A parceria com a KPMG começou com o intuito de dar visibilidade a estas startups”, explica Sofia Fernandes. “Já a KPMG apoia as startups em toda a vertente de negócio, acompanhamento financeiro e de mentoring, o que ajuda a BGI neste seu processo. Diria que é uma parceria muito feliz porque é complementar”, acrescenta Raquel Santos, senior manager da área de Management Consulting da KPMG.

Além do demo day, a parceria entre a KPMG e a BGI inclui ainda uma vertente de open inovation, lançada este ano. “Fizemos um evento de open innovation no Porto e onde os facilitadores foram membros e partners da KPMG. O grande foco foi sempre fazer transferência de tecnologia, e para as startups terem sucesso nós temos que as ligar com investidores e com corporate e a KPMG tem muitos clientes que podem eventualmente beneficiar em programas de inovação aberta, das startups”, explica Sofia Fernandes, que alerta para o facto de muitas destas startups já conseguirem levantar rondas que podem chegar aos 40 milhões de euros.

“Entre o nosso apoio nas áreas mais financeiras, nomeadamente ao nível do deal advisoring ou, em estágios mais recuados, o apoio no business planning tentamos estar presentes ao longo de todo o ciclo. E acreditamos que esta colaboração com a BGI faz muito sentido nesta fase inicial para que todo o ecossistema possa beneficiar de uma maior valorização”, afirma Raquel Santos, que sublinha o acompanhamento constante dado pela KPMG às startups que apoia. “Temos acompanhado estas empresas dia a dia e ontem foi possível registar o crescimento da maturidade do pitch que apresentaram. Houve um desenvolvimento imenso no discurso, o que dá um grande orgulho à KPMG”, congratula-se.

Ao longo do dia, às sete startups do programa de aceleração da BGI deste ano, juntaram-se outras duas que a KPMG está a apoiar independentemente da BGI. Todas puderam participar num jantar organizado pela KPMG que reuniu, além das startups, partners da KPMG, investidores e clientes. “Criou-se um ecossistema onde uma startup pode conhecer um partner que a pode ajudar a procurar mais clientes e daí pode sair negócio”, exemplifica Sofia Fernandes.

Durante o jantar foi apresentado o Scale up Portugal, relatório realizado em parceria pela BGI e Comissão Europeia, através do European Institute of Technology, e no qual a KPMG participou pela primeira vez.

O relatório concentra-se em startups com cinco anos ou menos e visa facultar informação quantitativa sobre o ecossistema nacional e a edição deste ano revela dados interessantes quer em termos financeiros quer sociais. “O ano de 2019 foi aquele em que, agregadamente, as empresas levantaram mais capital: mais de 175 milhões de euros levantados pelas empresas do top 25 do relatório nos últimos cinco anos. Além disso, regista-se um crescimento de mulheres no mercado, embora os CEO’s continuem a ser, na sua maioria, homens, e também está patente que o ITT é o segmento que contrata mais mulheres”, explica Sofia Fernandes.

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