Smart Open Lisboa

Procuram-se ideias para o imobiliário na capital

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EPAL, Mota-Engil Renewing, Sonae Sierra, Galp, Banco Santander Totta e Gebalis vão trabalhar juntamente com startups no desenvolvimento de soluções inovadoras para a área do imobiliário em Lisboa.

A partir de dia 7 de dezembro estão abertas as inscrições para o Smart Open Lisboa Housing, programa de inovação aberta da Câmara Municipal de Lisboa especializado em imobiliário. Dentro da terceira edição do Smart Open Lisboa (SOL), iniciativa operacionalizada pelo hub de inovação Beta-i, e após o sucesso do SOL dedicado à mobilidade que contribuiu para o desenvolvimento que apresentou 15 projetos-piloto, nesta semana foi lançada nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa a temática do imobiliário.
A ideia é procurar soluções inovadoras na área do imobiliário, tanto residencial como comercial, e ao longo de toda a fileira do imobiliário: da construção até aos sistemas de eficiência energética das casas, passando pelo licenciamento e promoção imobiliária.

Este programa não seria possível sem parceiros. E não apenas do ponto de vista tradicional, em que as entidades apoiam e financiam. Os parceiros aqui são peça-chave e os pilares da inovação aberta, organizações onde as startups podem, na prática, testar e experimentar as suas propostas.
“São os próprios parceiros que constroem o programa e que lançam os desafios às startups”, sem eles o SOL não existia, disse Gonçalo Faria, diretor do programa, destacando algumas das organizações que poderão vir a abrir as portas às startups para trabalharem em conjunto: EPAL, Mota-Engil Renewing, Sonae Sierra, Galp, Banco Santander Totta e Gebalis.

Esta edição vai ser interessante: “Há organizações parceiras que operam ao longo de toda a cadeia de valor”, diz, imaginando o impacto dos projetos-piloto que daqui poderão resultar.
Apesar de os projetos serem financiados pelos parceiros, em princípio a propriedade intelectual fica na posse das startups. Contudo, esta situação pode mudar mediante acordo escrito entre as partes.
Para as startups o SOL é uma forma de testar no terreno e junto de potenciais clientes os seus produtos e serviços. Para as organizações é uma forma de resolver problemas, mas de uma nova perspetiva.
Como é que tudo se processa? Neste momento, a Beta-i já tem uma lista de necessidades e problemas, que serão os desafios a apresentar às startups. A fase que se segue é a seleção, um processo feito pela Beta-i em colaboração com os parceiros.

As soluções propostas serão testadas no bootcamp em março do próximo ano. Esta é a altura em que startups e parceiros se juntam presencialmente num mesmo espaço para fazerem um match, definindo quem vai trabalhar com quem. As startups apresentam o que já têm desenvolvido e as parceiras o que podem oferecer e que objetivos querem alcançar. Do bootcamp deverão sair as startups finalistas.
De 15 de março a 15 de abril decorre a fase de preparação, em que se define o plano de trabalhos, os dados e a tecnologia de que as equipas precisam. Daqui parte-se para a experimentação ou fase de pilotagem que acontece de 15 de abril a 7 de junho, o dia do demoday e a altura em que o programa termina com a apresentação dos resultados.

À semelhança do que se tem feito para a mobilidade e agora para o imobiliário, “dentro de cinco meses será lançada a temática do turismo”, revelou Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, com os pelouros da Economia e Inovação. Espera que a própria câmara possa vir a usufruir destas parcerias e de novas soluções para o imobiliário e para o turismo.
Vê o programa como estratégico para a Câmara Municipal de Lisboa, como “peça importante da visão da cidade para a inovação aberta, juntamente com o Portal de Dados Abertos e a plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa”.

Como é que Lisboa pode ser uma cidade com melhor qualidade de vida, desafia Pedro Rocha Vieira, cofundador e CEO da Beta-i. De uma coisa está certo: os espaços onde vivemos e onde trabalhamos podem ter um forte impacto no nosso quotidiano.

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