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Realidade virtual vai ajudar crianças e adultos nas colheitas de sangue

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A realidade virtual vai auxiliar os mais sensíveis no momento em que forem submetidos a colheitas de sangue.

As crianças e pessoas mais sensíveis ao contacto com agulhas vão poder contar, a partir de sexta-feira, no Porto, com o auxílio da realidade virtual no momento em que forem submetidas a colheitas de sangue.

O projeto lançado pela Unilabs Portugal “representa um investimento imediato de 350 mil euros”, mas que “poderá, no espaço de três anos, crescer até aos cinco milhões de euros”, disse à agência Lusa o presidente executivo Luís Menezes.

“Todo o conceito da unidade digital que está a ser montada na Trindade ronda os 350 mil euros. O objetivo é investir nos próximos três anos entre quatro e cinco milhões de euros em inovação e desenvolvimento em áreas como esta, mas também no diagnóstico preditivo e em dados analíticos”, revelou.

A primeira unidade de atendimento com realidade virtual em Portugal “apresenta duas salas de exames temáticas, com conceitos divertidos e originais, sendo que na dirigida às crianças haverá óculos de realidade virtual”, refere um comunicado enviado à Lusa.

“Estamos a querer mudar uma coisa muito simples que é feita da mesma forma há mais de 50 ou 60 anos. Uma vez que vamos abrir um dia antes das festas de São João, um dos conteúdos da realidade virtual que temos preparada para as crianças tem que ver com viagens de balão, numa lógica muito sanjoanina”, desvendou Luís Menezes.

Confessando ser objetivo com esta tecnologia, ir “mudando as temáticas apresentadas por via da realidade virtual”, revelou que estas surgirão “não apenas em função do que vai acontecendo”, mas também fruto de “campanhas específicas em diferentes alturas do ano”.

Dirigida às crianças e pessoas mais sensíveis ao contacto com as agulhas, a primeira sala, dirigida às crianças, “foi decorada a pensar na festa mais emblemática da cidade do Porto, o São João”, enquanto a segunda, para adultos, “tem um conceito Zen”, refere a nota de imprensa.

Este segundo espaço “foi decorado com pavimento em madeira, um jardim vertical artificial, prumos de madeira no teto e uma parede com padrão relacionado com o tema”, acrescenta.

Revelando ser “Portugal o primeiro país, dos 15 onde a Unilabs está, a apostar nesta solução inovadora”, Luís Menezes mostrou-se também convencido que “nunca ninguém no país utilizou este tipo de tecnologia para poder facilitar as colheitas de sangue”.

Para o futuro, desvendou o responsável em Portugal da empresa, “estão previstos projetos na área do exame de diagnóstico, dos dados e da inteligência artificial”, que “permitirão apresentar novos produtos aos consumidores”.

Presente em Portugal desde dezembro de 2005, a empresa de prestação de serviços auxiliares de diagnóstico médico, tem atualmente “10 laboratórios, 1 laboratório de Anatomia Patológica, mais de 800 unidades de atendimento, 48 centros de Radiologia, 13 centros de cardiologia e seis centros de gastrenterologia”, conclui o comunicado.

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