Oracle Cloud Day

Como a revolução digital está a mudar as nossas vidas

Oracle Cloud Day no Convento do Beato em Lisboa

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
Oracle Cloud Day no Convento do Beato em Lisboa ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Antecipar o crescimento das árvores para evitar falhas no abastecimento da eletricidade ou analisar as transações bancárias para tomar o pulso à economia. No Oracle Cloud Day debateram-se os riscos mas também os desafios das mudanças tecnológicas.

Nem o dia chuvoso que se fazia sentir no Convento do Beato, em Lisboa, esmoreceu as centenas de pessoas e empresas que ali quiseram trocar experiências sobre tudo o que se faz de novo no domínio do digital e da inteligência artificial. Com um programa curto mas intenso, o Cloud Day da Oracle aconteceu no ano em o gigante de dados celebra 30 anos de presença em Portugal, reunindo mais de 800 pessoas de todo o mundo e que partilharam experiências mas também inquietações. Afinal, o mundo é cada vez mais veloz e, “acontecem tantas coisas quase todos os dias que, só ao final de um ano é que conseguimos olhar para trás e perceber que a mudança foi extrema e disruptiva”, alerta Andrew Sutherland, vice-presidente da Oracle, Business Development, Systems and Tecnhonolgy.

Bruno Morais, recém-nomeado Country Leader da Oracle em Portugal, explica também que o desafio das empresas já não passa por saber se vão aderir à revolução digital, mas sim de que forma não ficam excluídas desta disrupção. É que as novas ferramentas, como a cloud e as aplicações desenvolvidas a partir da inteligência artificial, estão a provocar mudanças radicais não apenas na forma de empresas e consumidores se relacionarem mas também dentro das próprias estruturas. E, mega bases de dados, como as oferecidas na cloud permitem acelerar e aperfeiçoar todas as informações das empresas – desde os dados internos aos dos seus clientes. Hoje, uma cloud consegue agregar, analisar e apresentar previsões sobre milhões de dados recolhidos ao longo de muitos anos, por exemplo, por uma empresa. “Com estas ferramentas, conseguimos reduzir custos, aumentar a eficiência e apoiar os negócios de forma mais rápida e ágil”, assegura Bruno Morais.

O futuro aqui tão perto

Habituada a processar a informação relativa a milhões de transações bancárias todos os dias, a SIBS conta que a inteligência analítica permitiu à empresa pegar nestes dados e criar padrões de comportamentos, perfis e trabalhar todas estas informações de uma forma consistente. Por exemplo, diz Ricardo Chaves, Chief Commercial Officer da SIBS, “conseguimos detalhar as transações e criar padrões, disponibilizando às empresas de retalho perfis de consumo à sua medida. Antes, era completamente impossível ter a informação analisada desta forma”, acrescenta.

A revolução digital tem também um impacto cada vez maior nas nossas vidas. Uma recente parceria estabelecida entre a Oracle e a World Bee Project permite a cientistas, governos e associações locais vigiarem e tratarem os mega dados resultantes da análise do comportamento das abelhas em todo o mundo. Através da cloud do gigante mundial, os cientistas conseguem compreender melhor o decréscimo mundial das populações de abelhas e procurar implementar estratégias inovadoras que ajudem os agricultores a gerir melhor as colmeias e os habitats naturais desta espécie em extinção. Em Portugal, também a EDP utiliza dezenas de aplicações desenvolvidas a partir da inteligência artificial para melhorar o serviço prestado e reduzir custos. Uma poderosa ferramenta de base de dados e de análise permite antecipar a data provável para mudar a lâmpada de um poste de eletricidade ou quando será imperioso cortar uma árvore que vai crescer demasiado próximo de um poste. “A disrupção tecnológica está a acontecer a uma velocidade como nunca vimos antes”, destaca Bruno Morais. Mas, a acreditar nas palavras de Andrew Sutherland, a mudança só agora começou.

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