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Rui Tocha: “A indústria de moldes é uma indústria que alavanca a economia”

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Rui Tocha: “A indústria de moldes é uma indústria que alavanca a economia”

Rui Tocha, diretor do Centimfe, defende que a indústria de moldes deve ser usada para atrair investimento.

Como está a indústria de moldes a evoluir para os novos desafios da Indústria 4.0?

Está a evoluir bem e recomenda-se. As empresas hoje integram a cadeia de fornecimento de algumas indústrias, como a automóvel, que é uma grande indústria em volume, mas a dos moldes é uma indústria estruturante, que está na base do desenvolvimento de produtos. Praticamente todos os produtos que conhecemos precisam de moldes, ferramentas ou plásticos, portanto esta indústria, nesta fase em que se estão a reinventar os modelos e produtos, está lá e é considerada uma indústria que alavanca a economia e que deve ser usada pelos governos para trair investimento estrangeiro, porque os grande clientes podem encontrar em Portugal uma série de competências que lhe são uteis para a industrialização dos seus produtos.

E espera-se que a Indústria 4.0 ajude a aumentar a internacionalização, já de si grande, das empresas do cluster?

Esta é uma indústria tecnologicamente bastante avançada. Apesar de ser composta por empresas pequenas, estas criaram uma marca comum, a Engeneering and Tooling From Portugal, para se poderem afirmar no mercado internacional. Hoje os clientes não compram só moldes, comprar soluções integradas e portanto, as empresas têm procurado munir-se de redes de competências e de conhecimento, integrando as novas tecnologias e otimizar os seus processos produtivos, procurando otimizar soluções modernas e de resposta tecnológica para o mundo inteiro. A aposta tecnológica é desde sempre um critério de desenvolvimento, a formação dos colaboradores é feita diariamente no desenvolvimento de soluções que sendo de moldes, são únicos, são protótipos, e isso tem um grande grau de inovação

Este é, portanto, o exemplo de um cluster em que a inovação está a ser incorporada com bastante eficiência?

Sim, as empresas têm feito um esforço de investimento muito grande, quer em termos de tecnologias quer em investigação e desenvolvimento. O cluster tem mais de 42 milhões de projctos com universidades, centros de investigação e centros tecnológicos, procurando soluções lean, com zero defeitos, procurando criar produções amigas do ambiente e as empresas estão quase todas certificadas pelas normas da qualidade e do ambiente.

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