Ocean Talks

Sensibilizar as pessoas para revitalizar a relação com os oceanos

8. Maui Ocean Center (Havai)

Segunda edição das Ocean Talks realiza-se amanhã e uma das intervenções será uma perspetiva “fora da caixa” de Patrícia Furtado de Mendonça, da empresa Acqua Mater.

Uma perspetiva “fora da caixa”. Patrícia Furtado de Mendonça trará às Ocean Talks uma visão diferente de nos relacionarmos, de ver, viver e respeitar o oceano. O seu trabalho passa por “sensibilizar as pessoas para revitalizar as suas relações com água, a partir de vivências ou de uma conexão diferente com ela, que não parte de pesquisas técnicas” e promete ter uma intervenção diferente na segunda edição do fórum, promovido pela Fundação Galp.

O Museu do Mar, em Cascais, irá receber durante a manhã desta sexta-feira as Ocean Talks, que contará com intervenções de Joana Balsemão, da Câmara Municipal de Cascais, Rui Rosa, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Nuno Lourenço, do CEiiA, e Wenche Gronbrekk, da UN Sustainable Ocean Business Action Platform. E também com Patrícia Furtado de Mendonça, da empresa Acqua Mater.

A proteção da biodiversidade, a economia do mar e a tecnologia serão temas em discussão, com Patrícia Furtado de Mendonça a explicar ao Dinheiro Vivo que irá falar da sua relação com os oceanos. “Eu sou uma pessoa que vem das artes. Comecei uma grande pesquisa sobre a memória do mar em nós fazendo dança subaquática em apneia. Eu também sou mergulhadora e trabalho com danças, meditações e terapias aquáticas. Tenho uma vivência muito forte dentro de água e foi a partir dessas vivências que despertei o interesse para o cuidado com os oceanos”, referiu. Tem coordenado projetos com o objetivo de sensibilizar crianças e adultos para sua relação com o mar.

Patrícia Furtado de Mendonça falará não só da sua experiência – terá uma “fala motivacional”, como descreveu -, mas também irá “lançar perguntas provocatórias para que as pessoas se conectem com as suas memórias da água, com a sua relação com o mar”. “Quando nos conectamos com água, podemos pensar em explorar os oceanos de forma sustentável, para que a vida não deixe de existir na terra. O oceano é o grande pulmão do mundo, não são as florestas. A nossa vida teve origem no oceano e a continuidade dela também depende do oceano”, realçou.

Esta sexta-feira será também inaugurada no Museu do Mar a exposição fotográfica “O mar que nos une”. O projeto, desenvolvido com o apoio da Fundação Galp e que esteve também patente no World Press Photo 2019, em Lisboa, proporcionará aos visitantes uma viagem fotográfica sobre os mares que une Portugal, Espanha, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Entre sexta e sábado realiza-se ainda a maratona tecnológica Innovathon, concebida pelo CEiiA e pelo United Nations Global Compact, com a Galp como parceira. O palco será a praia de Carcavelos, que receberá várias equipas mistas de alunos do ensino superior em torno da resposta a desafios relacionados com a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a partir dos quais se desenvolvem novos produtos e serviços para a sustentabilidade do planeta.

Os cerca de 120 alunos serão desafiados a apresentar novas ideias para o desenvolvimento de soluções viáveis do ponto de vista técnico e operacional para assegurar a qualidade de vida, a produtividade e a melhoria da sustentabilidade nos oceanos. A maratona irá realizar-se noutros países e serão apurados os finalistas para o desafio que irá decorrer na conferência das Nações Unidas sobre os oceanos, que se realiza em Portugal no próximo ano.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Assembleia da República, Lisboa, 19 de junho de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA

As razões de Teixeira dos Santos – e aquilo que nunca soube

O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Assembleia da República, Lisboa, 19 de junho de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Teixeira dos Santos: Sócrates alertou que nomear Vara criaria “ruído mediático”

Outros conteúdos GMG
Sensibilizar as pessoas para revitalizar a relação com os oceanos