8.º Aniversário DV

“Somos muito poucos em Portugal e não podemos desperdiçar o talento de ninguém”

A carregar player...

Pedro Siza Vieira destaca a necessidade de investimento na inovação e formação para o cenário de Portugal na próxima década.

Para o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Portugal é um país “escasso em pessoas”, que não pode sucumbir ao cenário de “desperdiçar todo o potencial que há”. A afirmação foi feita durante a intervenção no 8.º aniversário do Dinheiro Vivo, que decorre esta sexta-feira em Lisboa.

“Somos muito poucos em Portugal e não podemos desperdiçar o talento de ninguém”, afirmou, destacando que o país precisa de uma aposta contínua em áreas como inovação, formação e requalificação de profissionais para enfrentar os próximos dez anos.

Como o tema “Portugal na próxima década”, Pedro Siza Vieira partilhou dois cenários possíveis para o país em 2030: “o de um país com um nível de desenvolvimento de acordo com a União Europeia, resultante da inovação, assente na qualificação das pessoas que estão disponíveis para funcionar nesse modelo integrado e de maior valor acrescentado”. Para o ministro, este cenário transmitirá uma “economia aberta, bem inserida na economia europeia e inserido na economia global.”

“O outro cenário, a que chamo aldeia de Trás-os-Montes, mostra um sítio que as pessoas gostam de visitar, para matar saudades de uma terra remota. Vamos ficando aqui, cada vez mais velhos, cada vez mais distantes.” Pedro Siza Vieira destaca que ambos os cenários são possíveis, mas aponta que há um caminho possível para chegar a uma economia consolidada. “Temos de ser competitivos na produção de bens e serviços”, afirma, acrescentando que a aposta na inovação e formação será um caminho a seguir.

“Sabemos também aquilo que temos de fazer para concretizar: sabemos que temos de ter inovação contínua, precisamos de saber as preferências dos consumidores. Para continuar a ter a capacidade de ser relevante nos mercados internos e externos implica inovação constante.”

O ministro da Economia refere a necessidade de “investir na produção do conhecimento” e na “inserção no mercado de trabalho de emprego qualificado.” Siza Vieira sublinha ainda a necessidade da “importância da requalificação dos nossos ativos”. Para o ministro, é essa uma das áreas “que representa maior potencial para o nosso crescimento.”

“Há que investir em investigação e desenvolvimento, continuar a dispensar incentivos fiscais à investigação, temos de continuar a ser capazes de orientar recursos públicos para ciência, investigação e inovação”. Destacando que o “foco das políticas públicas será o de apoiar e reforçar os fatores de competitividade do país, apoiando a qualificação dos portugueses”, aponta também que o esforço precisará de ser feito também pelas empresas.

“A grande vantagem é que sabemos aquilo de que precisamos. Somos capazes de refletir em conjunto, perceber o caminho a percorrer”, rematou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Mário Centeno

Centeno volta a cativar mais dinheiro

Natalidade. Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Despesa com apoios à família é a quinta mais baixa da UE

Greve dos estivadores do Porto de Setúbal.

Estivadores de Setúbal anunciam greves parciais mas poupam Autoeuropa

“Somos muito poucos em Portugal e não podemos desperdiçar o talento de ninguém”