Revolução 4.0

Transição para a economia digital em debate em Famalicão

Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal. Foto: Artur Machado / Global Imagens)
Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal. Foto: Artur Machado / Global Imagens)

A 16º edição da COTEC Innovation Summit tem lugar esta segunda-feira. Com mais de 30 oradores, é a maior edição de sempre.

Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal, antecipa os temas em análise na cimeira e os desafios que a inovação coloca aos empresários.

O que podemos esperar da 16ª edição da COTEC Innovation Summit?
Iremos debater temas que estão no topo das prioridades da agenda empresarial para liderar na quarta revolução industrial. Para isso convidámos um conjunto de oradores internacionais, os quais, em conjunto com especialistas nacionais, irão partilhar as suas perspetivas e experiência profissional. Vamos ficar a conhecer como a transição para a economia 4.0 está a evoluir noutras regiões da Europa, como a Alemanha, Escócia, Galiza, ou País Basco. E, por último, teremos mais de 600 participantes, na sua maioria gestores de topo e empresários, que irão poder trocar contactos e experiências, encontrar o próximo parceiro para um projeto de inovação, ou ainda informar-se sobre as tecnologias de automação mais avançadas na área da robótica colaborativa.

“Vamos ficar a conhecer como a transição para a economia 4.0 está a evoluir noutras regiões da Europa, como a Alemanha, Escócia, Galiza ou País Basco”.

Há novidades em relação às edições anteriores?
Esta edição é sem dúvida a maior de sempre, com nove painéis temáticos e mais de 30 oradores, uma montra tecnológica e uma competição de 24 horas organizada em parceria com o nosso associado SAS que juntará mais de 70 estudantes de diferentes Universidades de Engenharia e Gestão.

Quais os temas em debate?
Destacaria o desafio do acesso das PME a serviços e à tecnologia, o desafio da qualificação, a automação no posto de trabalho, financiamento do investimento em inovação, como atrair talento em carreiras na indústria, ou a proteção dos segredos comerciais e patentes. Mas iremos ainda discutir como outras regiões no mundo estão a progredir na transição para a 4.ª Revolução.
De entre estes, quais destaca?
Sem dúvida, o tema da qualificação e atração de talento é o que suscita maiores preocupações às empresas.

Como é vivida a necessidade de inovação pelo tecido empresarial português?
As empresas sentem que precisam de se adaptar cada vez mais rapidamente à mudança de condições de mercado e por isso precisam de tirar maior partido das possibilidades tecnológicas. Por outro lado, a modernização tecnológica e a inovação só são possíveis com uma cultura adequada e profissionais a todos os níveis preparados para compreender e atuar na integração das tecnologias nos processos de negócio.

“A qualificação e atração de talento é o que suscita maiores preocupações às empresas”.

Há um prazo para a inovação ou, melhor dito, para as transformações anunciadas pelos diferentes temas em análise?

A transição em eras anteriores ocorreu ao longo de várias décadas. Alguns dizem que a velocidade de adoção tecnológica está a aumentar e que desta vez pode ser diferente e mais rápido. Mas serão as instituições, as empresas e a adoção de regulamentação adequada que farão com que a mudança possa ocorrer de forma económica e socialmente aceitável e justa.

Esta é a 16º edição da COTEC Innovation Summit. Em que mundo antecipa que se realize a 32ª edição?
A 32.ª edição ocorrerá quando uma nova geração iniciar os estudos superiores. O mundo será certamente mais ligado entre si e o físico estará menos distinto do digital. Teremos mais autómatos, físicos e digitais, a funcionar a todos os níveis da atividade económica e da sociedade, e a ajudar as pessoas a realizarem mais trabalho produtivo e com melhor equilíbrio entre novas formas de trabalho e a vida pessoal e familiar. Gradualmente, a cultura de posse dará lugar ao valor da utilização e a economia da partilha tomará maior preponderância. Teremos assim um modelo produtivo e de consumo com maior nível de desempenho dos produtos e serviços disponíveis aos consumidores, menos orientado para a obsolescência programada e mais para a durabilidade dos produtos e assim maior dissociação da exigência de consumo material e o progresso social e económico que caracteriza o modelo industrial atual. Será provavelmente um mundo melhor.

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