Petróleo

Arábia Saudita vai reduzir já este mês as exportações de petróleo

Ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, durante uma conferência de imprensa esta quarta-feira, em Riyadh. 9 de janeiro de 2019. REUTERS/Faisal Al Nasser
Ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, durante uma conferência de imprensa esta quarta-feira, em Riyadh. 9 de janeiro de 2019. REUTERS/Faisal Al Nasser

A Arábia Saudita vai reduzir já em janeiro as suas exportações de petróleo em 10% face a novembro para estabilizar os preços.

A Arábia Saudita vai reduzir este mês as suas exportações de petróleo em 10% face a novembro para estabilizar os preços, indicou esta quarta-feira o ministro da Energia do país.

Primeiro exportador mundial de petróleo, o reino saudita reduzirá as exportações em 800 mil barris por dia para 7,2 milhões em janeiro, face aos 8 milhões de barris por dia registados em novembro, precisou Khalid al-Falih. Uma redução suplementar de 100 mil barris por dia está prevista para fevereiro.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), de que a Arábia Saudita faz parte, e outros países aliados decidiram em dezembro reduzir coletivamente a produção em 1,2 milhões de barris por dia a partir de 01 de janeiro para pôr fim ao excesso de oferta e impulsionar os preços.

Falih afirmou que a produção saudita desceu para 10,2 milhões de barris por dia, contra os 11 milhões de barris extraídos diariamente até maio passado, quando os produtores de petróleo decidiram terminar o acordo para a limitação da oferta.

“Queremos seriamente encontrar um equilíbrio dos mercados”, disse Falih numa conferência de imprensa em Riade, manifestando preocupação com a volatilidade dos preços do petróleo.

O preço do barril de petróleo caiu no fim de 2018 para o nível mais baixo em ano e meio (49,93 dólares para o Brent, de referência na Europa) depois de ter estado em outubro acima de 85 dólares.

Esta descida do petróleo foi explicada por uma produção excessiva e pelo receio de uma guerra comercial entre o maior importador mundial, a China, e o primeiro produtor, os Estados Unidos.

Nos últimos dias, os preços têm vindo a recuperar após a entrada em vigor em janeiro dos limites na produção decididos pela OPEP em dezembro.

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