Turismo

Brasil: Casinos são aposta para atrair investidores

Jair Bolsonaro. Fotografia: REUTERS/Adriano Machado
Jair Bolsonaro. Fotografia: REUTERS/Adriano Machado

O vice-Presidente do Brasil afirmou esta segunda-feira que quer mais privados a apostarem na indústria turística, enquanto o ministro do Turismo sublinhou a capacidade de atração de investimento estrangeiro com a abertura de casinos no país.

“O nosso Governo está a focar-se no setor privado e a tomar medidas para desenvolver a indústria [turística]”, através do “investimento em infraestruturas aeroportuárias e novas tecnologias”, exemplificou o vice-Presidente brasileiro, Hamilton Mourão, numa mensagem vídeo exibida hoje em Macau durante a sessão de inauguração do Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF, na sigla em inglês), no qual o Brasil e a Argentina são convidados de honra.

Em Macau, território com o qual “partilha o mesmo legado português”, disse, Hamilton Mourão salientou a importância do reforço da cooperação com a China, fazendo votos que a relação com aquele que é atualmente o mais importante parceiro comercial seja ainda mais potenciado no turismo.

Presente no fórum, o ministro do Turismo brasileiro precisou as áreas e medidas do Governo para “reforçar a capacidade do país em atrair investimento e turistas”, frisando que já em julho o gasto de turistas estrangeiros no país foi superior a 43%, somando 598 milhões de dólares, se comparado com o mesmo mês do ano passado.

Na capital do jogo mundial, onde são esperados cerca de 40 milhões de visitantes este ano, Marcelo Álvaro António fez questão de apontar uma das apostas para impulsionar ainda mais o turismo e o financiamento privado: os casinos.

“Quero lembrar que o [poder] legislativo no Brasil avalia regulamentar a operação de casinos em ‘resorts’ [integrados], abrindo grandes vias de investimento” no país, sublinhou o governante brasileiro.

“O ministério do Turismo já trabalha para um melhor aproveitamento do património mundial, cultural e natural”, na “expansão de cruzeiros marítimos pelo país”, no “maior programa mundial de concessões e privatizações” ao nível de acessibilidades, bem como na “criação de áreas especiais de interesse turístico, dotadas de regras diferenciadas de licenciamentos”, enumerou.

O ministro defendeu ainda que estas áreas especiais de interesse turístico podem transformar-se “em grandes polos de atividades económicas, a partir da implantação de empreendimentos, hotéis e parques temáticos”.

O GTEF, que termina esta terça-feira, conta com mais de dez mil participantes de 89 países e regiões.

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