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Brexit: Universidades britânicas têm menos matrículas de alunos da UE

REUTERS/Brian Snyder
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Mais de 150 instituições de ensino superior assinaram uma carta aberta onde alertam para uma "significativa incerteza sobre o seu futuro".

As principais universidades britânicas registaram uma queda no número de estudantes da UE neste ano letivo, revelou esta sexta-feira uma carta aberta aos deputados, alertando que poderia levar décadas a recuperação das consequências de um ‘Brexit’ sem acordo.

As universidades que fazem parte do Grupo Russell, que inclui os principais centros de ensino superior do país, registaram uma queda de 9% no número de matrículas de cidadãos da União Europeia (EU) nos seus programas de pós-graduação e de 3% no número total de matrículas, conforme relata o grupo num comunicado.

Uma carta aberta, assinada por funcionários de mais de 150 instituições de ensino superior, incluindo o Grupo Russell, adverte os parlamentares britânicos de que 50.000 trabalhadores e 130.000 estudantes de países da UE ligados a estas universidades no Reino Unido enfrentam uma “significativa incerteza sobre o seu futuro”.

Alertam também que, se ocorrer uma rutura abrupta com a UE a 29 de março, prazo estipulado para a saída do Reino Unido do bloco europeu, académicos e investigadores de maior prestígio podem evitar escolher o Reino Unido para desenvolver o seu trabalho.

“Temos um dos melhores sistemas de investigação de todo o mundo, o que é atraente para as estrelas académicas, para os melhores estudantes e alianças globais. Não devemos permitir que isso seja posto em perigo por um ‘Brexit’ sem acordo”, referiu a carta assinada por Janet Beer, presidente da associação das universidades do Reino Unido.

Se o país deixar a UE sem um pacto acordado, estará a colocar em risco linhas de investigação “vitais”, que vão desde os “novos tratamentos para o cancro até as tecnologias para combater as alterações climáticas”, avisou Janet Beer.

“Não é exagero sugerir que seria um retrocesso do meio académico, cultural e científico, e que levaria décadas para se recuperar”, disse Janet Beer.

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