Europa

EU cria entidade para contornar sanções impostas pelos EUA ao Irão

Federica Mogherini, Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, (Salzburg, Austria), 19 de setembro, 2018. REUTERS/Lisi Niesner
Federica Mogherini, Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, (Salzburg, Austria), 19 de setembro, 2018. REUTERS/Lisi Niesner

Federica Mogherini anunciou que os membros da UE estabelecerão uma entidade legal para facilitar transações financeiras legítimas com o Irão.

A União Europeia vai criar uma entidade de forma a poder continuar a negociar com o Irão, especialmente para a compra de petróleo, para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos a Teerão.

O anúncio foi feito na segunda-feira pela Alta Representante da UE para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que se realiza em Nova Iorque.

“Os estados-membros da UE estabelecerão uma entidade legal para facilitar transações financeiras legítimas com o Irão”, disse Federica Mogherini após uma reunião entre o Irão e as cinco potências que continuam a apoiar o acordo (Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Os ministros dos Negócios Estrangeiros desses países e do Irão reiteraram na reunião a vontade em continuar com o acordo, apesar da retirada dos EUA.

Numa declaração conjunta lida por Mogherini e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Yavad Zarif, recordaram que Teerão demonstrou que continua a cumprir a sua parte do acordo nuclear.

Os responsáveis deixaram claro que vão trabalhar para promover “negócios legítimos” com o Teerão.

“Conscientes da urgência e da necessidade de resultados tangíveis, os participantes deram boas-vindas a propostas práticas para manter e desenvolver meios de pagamento, especialmente a iniciativa de estabelecer um veículo especial para facilitar os pagamentos relacionados com as exportações iranianas, incluindo petróleo, e a suas importações “, afirmou.

Na semana passada, durante a 62.ª conferência da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o responsável pela Organização de Energia Atómica do Irão, Ali Akbar Salehi, instou a França, o Reino Unido e a Alemanha a tomarem medidas concretas para salvar o acordo nuclear entre Teerão e as grandes potências.

O acordo nuclear entre o Irão e o grupo ‘5+1’ (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e a Alemanha), concluído em 2015, levantou as sanções internacionais que levaram ao isolamento do Teerão, em troca da redução, quase na totalidade, do programa nuclear iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 em maio.

As primeiras sanções norte-americanas, lançadas no início de agosto e relativas ao setor financeiro e comercial, serão seguidas em novembro por outras, que afetarão o setor petrolífero e de gás.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) indicou na quinta-feira que o Irão continua a respeitar os seus compromissos no quadro do acordo sobre o nuclear e que a organização teve acesso “a todos os complexos e locais no Irão que desejava” inspecionar.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

António Mexia, CEO da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

Saída de clientes da EDP já supera as entradas

Outros conteúdos GMG
EU cria entidade para contornar sanções impostas pelos EUA ao Irão