Guerra comercial EUA-China

EUA e China assinaram “fase um” do acordo comercial. Trump diz que é “histórico”

O Presidente norte-americano, Donald Trump e o o vice-primeiro-ministro chinês , Liu He na assinatura da "fase um" do acordo comercial entre os EUA e a China.(Foto: SAUL LOEB / AFP)
O Presidente norte-americano, Donald Trump e o o vice-primeiro-ministro chinês , Liu He na assinatura da "fase um" do acordo comercial entre os EUA e a China.(Foto: SAUL LOEB / AFP)

Pequim espera que EUA tratem empresas chinesas de forma "justa". Donald Trump comprometeu-se a retirar todas as tarifas caso cheguem à "Fase dois".

“Este é um acordo histórico” declarou o presidente norte-americano, na conferência de imprensa desta quarta-feira, em Washington, antes da assinatura do acordo com a China que alivia as tensões comerciais iniciadas há quase dois anos.

“Um importante passo para um comércio justo com a China”, afirmou Donald Trump na conferência de imprensa, na Casa Branca, acompanhado pelo Vice-Presidente, pelo Secretário de Estado do Tesouro, pelo representante do Departamento do Comércio.

A China compromete-se a comprar cerca de 178 mil milhões de euros em exportações norte-americanas nos próximos dois anos. Deste bolo, 72 mil milhões de euros em produtos manufaturados, 47,6 mil milhões de euros em produtos e serviços energéticos e 30 mil milhões em produtos agrícolas.
Para assegurar o acordo das autoridades de Pequim, Washington também teve de ceder. Trump suspendeu uma nova vaga de tarifas em dezembro no valor de 145 mil milhões de euros e aceitou cortar pela metade a taxa de 15% sobre as importações no valor de 99 mil milhões de euros adicionais.
A “Fase um” é um “grande acordo e mais poderoso do que aquele que tínhamos iniciado. Vamos manter as tarifas e admito retirá-las quando terminarmos a ‘Fase dois'”, anunciou Trump, não esperando uma terceira fase do acordo.
O representante do executivo de Pequim leu uma carta enviada pelo primeiro-ministro Xi Jinping. “Os Estados Unidos devem tratar de forma justa as empresas chinesas, aumentando a confiança mútua entre as duas nações”, escreveu Jinping na carta enviada a Donald Trump.
Na carta, lida na presença da administração norte-americana, o primeiro-ministro chinês disse “esperar que espera dos EUA apoio na colaboração académica, nos institutos de investigação e entre as empresas” dos dois países.
Mercados reagem em alta
Ainda no decorrer da conferência de imprensa os mercados norte-americanos atingiram valores recorde perante o acordo que é agora assinado e que põe um travão na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.
Os mercados de capitais reagiram em alta com a abertura no verde.
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