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Eurogrupo aberto a propostas de Merkel e Macron para Zona Euro

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. Fotografia:
REUTERS/Yves Herman
O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Yves Herman

Mário Centeno escreveu ao presidente do Conselho Europeu a dar conta das divergências sobre orçamento para a Zona Euro.

O Presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, garante que os países da moeda única estão em condições para discutir as recentes propostas da Alemanha e da França para a criação de um orçamento conjunto do Euro, mas espera ainda por orientação dos estados membros.

Numa carta enviada hoje ao Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e que antecede a cimeira de dia 29 de junho, Centeno reconhece que ainda persistem divergências sobre “a necessidade e características de um orçamento para a competitividade, convergência e estabilização da União Económica e Monetária”, mas admite que estão preparados para discutirem as soluções apresentadas pelo eixo franco-alemão.

Na semana passada, Angela Merkel e Emmanuel Macron, anunciaram um conjunto de propostas para a Zona Euro que inclui, nomeadamente, um orçamento único para os 19 estados membros e cujo financiamento ainda não está definido. De resto, Centeno refere que “podem ser exploradas diferentes opções em termos de contribuições nacionais e alocação de receitas de impostos, bem como fontes a nível Europeu.”

Na missiva enviada hoje a Tusk, o presidente do Eurogrupo adianta que um seguro europeu de desemprego também poderia ser considerado “para episódios de severa crise económica”.

Mário Centeno indica ainda que até ao final do ano, o Eurogrupo vai preparar “um esboço das principais características para reforçar o Mecanismo Europeu de Estabilidade” para ter um papel mais importante no desenvolvimento e implementação de programas de resgate, em estreita cooperação com a Comissão Europeia e em ligação ao Banco Central Europeu.

Quanto à estabilização do sistema financeiro, Mário Centeno insiste no aprofundamento da União Bancária e na redução do risco, em concreto, os chamados ativos não perfomativos (NPL) que continuam a pesar no balanço dos bancos.

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