protesto

França: Quase 100 feridos e 200 detidos em protesto dos ‘coletes amarelos’

Bombeiros apagam viaturas incendiadas por manifestantes usando coletes amarelos, símbolo de um protesto de motoristas franceses contra o aumento de impostos sobre os combustíveis, durante confrontos perto da Place de l'Etoile em Paris, França, 1 de dezembro, 2018. REUTERS/Stephane Mahe
Bombeiros apagam viaturas incendiadas por manifestantes usando coletes amarelos, símbolo de um protesto de motoristas franceses contra o aumento de impostos sobre os combustíveis, durante confrontos perto da Place de l'Etoile em Paris, França, 1 de dezembro, 2018. REUTERS/Stephane Mahe

Os 'coletes amarelos' protestam desde o dia 17 de novembro contra o aumento do custo de vida no país.

Confrontos com a polícia de choque em mais um protesto dos coletes amarelos, este sábado em Paris, causaram perto de 100 feridos e mais de 200 pessoas foram detidas, segundo a Reuters.

A polícia recorreu a canhões de água e a gás lacrimogéneo, em várias zonas da capital francesa, para dispersar os manifestantes que se têm insurgido contra o aumento do custo de vida no país.

Manifestantes atiraram objetos contra os agentes, incendiariam viaturas e destruíram montras de lojas, incluindo estabelecimentos de marcas como Chanel, Dior e Apple.

Também se registaram confrontos envolvendo manifestantes noutros locais de França, incluindo Nantes e Toulose.

Os atuais protestos constituem um dos mais graves desafios que a presidência de Emmanuel Macron já enfrentou. Manifestantes pedem a sua demissão. A popularidade de Macron ronda os 30%.

A revolta começou no dia 17 de novembro e tem sido coordenada através das redes sociais. Manifestantes usando coletes amarelos – símbolo dos motoristas em França – têm bloqueado estradas em todo o país, impedido o acesso a centros comerciais, fábricas e bombas de combustíveis. Protestam contra novas taxas sobre os combustíveis, que eleva o custo de vida no país.

As autoridades receiam que membros da extrema-direita e da extrema-esquerda se tenham infiltrado no movimento de protesto, que não tem líder.

O ministro-adjunto do Interior francês, Laurent Nunez, afirmou que as forças de segurança esperam restaurar a ordem em Paris muito rapidamente mas enfrentam dificuldades porque os grupos de manifestantes que estão bem preparados.

“As forças de segurança enfrentam grupos radicais extremamente violentos que estão a atacar instituições, estão equipados, mascarados e impedem as forças policiais de avançar”, adiantou ao canal BFM, citado pela Reuters.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Página inicial

Paulo Macedo presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos
(Orlando Almeida / Global Imagens)

Centeno dá bónus de 655.297 euros à administração da CGD

Outros conteúdos GMG
França: Quase 100 feridos e 200 detidos em protesto dos ‘coletes amarelos’