China: coronavírus

Menos 80% de passageiros no aeroporto de Macau em 10 dias

A ponte que liga Hong Kong,Zhuhai e Macau. Fotografia: Alex Plavevski / EPA
A ponte que liga Hong Kong,Zhuhai e Macau. Fotografia: Alex Plavevski / EPA

Há centenas de voos cancelados, pelo menos até ao final de março

O Aeroporto Internacional de Macau registou uma queda no número de passageiros e de voos na ordem dos 80% e de 57%, respetivamente, nos primeiros dez dias de fevereiro.

Nesse período, marcado pelas restrições devido ao surto do novo coronavírus chinês, passaram pelo aeroporto apenas cerca de 50 mil passageiros, num território que recebe mais de três milhões de turistas mensais e que é a capital mundial do jogo.

Dados fornecidos pela mesma entidade que gere o aeroporto dão conta de centenas de voos cancelados até pelo menos final de março.

À agência Lusa, a sociedade que gere o aeroporto adiantou que atualmente só é possível fazer a ligação para 20 destinos a partir de Macau, um número que continua a ser sujeito a ajustamentos efetuados pelas companhias aéreas.

Macau, que regista neste momento nove casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus chinês, não tem ligações marítimas com Hong Kong, inclusive para o aeroporto internacional do território vizinho.

O único acesso para o aeroporto de Hong Kong a partir de Macau só pode ser feito através da ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai.

As medidas excecionais impostas pelo Governo de Macau passaram pelo fecho dos casinos, envio de alunos e funcionários públicos para casa, e redução da frequência dos transportes públicos.

A epidemia provocada pelo coronavírus detetado em Wuhan causou já 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde se contabilizam mais de 42 mil infetados, segundo o balanço hoje divulgado.

Na segunda-feira, de acordo com os dados anunciados pela Comissão Nacional de Saúde da China, registaram-se no território continental chinês 108 mortes e foram detetados 2.478 novos casos de infeção, para um total de 42.638, em especial na província de Hubei (centro), onde perto de 60 milhões de pessoas permanecem em quarentena.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta o território de Macau e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

Na Europa, contam-se desde segunda-feira 43 infetados, com quatro novos casos detetados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma “ameaça séria e iminente para a saúde pública”.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.

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