Moçambique

Mozefo. Moçambique quer aprender com os sucessos internacionais

CPLP: empresários reuniram-se em Maputo

Entre os dias 22 e 24 de novembro, o país africano será palco da 2.ª edição do Fórum Económico e Social Mozefo, em Maputo

A forma como Portugal conseguiu dar a volta à crise e libertar-se do “colete de forças” da troika, aproveitando o boom turístico em benefício do desenvolvimento económico, as boas práticas da Costa Rica no setor do agronegócio e do ecoturismo, e a forma como o México gere a fuga de recursos humanos para a grande potência vizinha, os Estados Unidos são alguns dos bons exemplos a nível internacional que vão estar em destaque entre 22 e 24 de novembro, na 2.ª Edição do Fórum Económico e Social de Moçambique Mozefo 2017, em Maputo, dedicado ao tema “Conhecimento. Motivação. Ação: acelerar o caminho para o desenvolvimento sustentável”.

Ao palanque vão subir nomes bem conhecidos de antigos governantes, tais como Paulo Portas, antigo vice-primeiro-ministro de Portugal, José Luis Zapatero, antigo primeiro-ministro de Espanha, Vicente Fox, antigo presidente do México, Laura Chinchilla, ex-presidente da Costa Rica, entre muitos outros. Em representação do tecido empresarial português participam José Reino da Costa (presidente do Millennium bim), Duarte Pinto (Sumol Compal), Nuno Amado (BCP) e Bruno Bobone, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

“Estes oradores vão trazer novas experiências que podem ser adaptadas a Moçambique. A Costa Rica é um exemplo no setor do agronegócio e do ecoturismo. No caso do México, é um país vizinho de uma grande potência, os Estados Unidos, e nós também estamos ao lado da África do Sul. Cabo Verde é uma referência na solidez das suas instituições”, explicou ao Dinheiro Vivo Daniel David, presidente do grupo privado de comunicação social Soico, que lançou o Fórum.

Destacou ainda o bom exemplo de Portugal para Moçambique: “O desenvolvimento da diplomacia económica num momento difícil, de reinado da troika, à procura de novos mercados e de novos parceiros para o aumento das exportações portuguesas.

O caso de sucesso no turismo, que foi determinante na crise. O efeito Web Summit, que traz agora turismo diferenciador. “Queremos ouvir como Portugal saiu desse colete de forças da troika para se desenvolver e estar agora com indicadores promissores de desenvolvimento do país.”

Na visão de Daniel David, Moçambique está a atravessar um momento complicado a nível macroeconómico, e um dos grandes desafios a curto prazo é a pacificação das relações com os parceiros internacionais, ao nível do apoio ao desenvolvimento do país, como o FMI e outros parceiros multilaterais.

Outro desafio passa por capacitar e fortalecer as instituições. “O turismo, a energia, a agricultura e as infraestruturas e logística são os grandes pilares do desenvolvimento do país. Mas o desenvolvimento nestes pilares só vai ser sustentável se o país tiver capacidade de ter instituições fortes e recursos humanos capacitados. Sem isso, vai ser em vão”, avisa o presidente do Grupo Soico.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

RODRIGO ANTUNES / LUSA

Governo reúne motoristas e patrões em nova maratona de “intransigências”

Posto de abastecimento de combustíveis REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento) no Porto (ESTELA SILVA/LUSA)

Revendedores de combustíveis esperam acordo “o mais brevemente possível”

Outros conteúdos GMG
Mozefo. Moçambique quer aprender com os sucessos internacionais