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Portugal e Argélia fecham acordos de cooperação económica

Primeiro-ministro António Costa e primeiro-ministro argelino Ahmed Ouyahia. Fotografia: Direitos Reservados
Primeiro-ministro António Costa e primeiro-ministro argelino Ahmed Ouyahia. Fotografia: Direitos Reservados

A V Cimeira Luso-Argelina terminou com a assinatura de 13 acordos de cooperação e a criação de um conselho empresarial luso-argelino.

O primeiro-ministro da Argélia, Ahmed Ouyahia, saudou esta quarta-feira a criação de um conselho empresarial luso-argelino, destinado a facilitar as relações com as empresas portuguesas que continuam a ser “bem-vindas” no país magrebino.

Ahmed Ouyhia, que falava após um encontro com o primeiro-ministro português, António Costa, no âmbito da V Cimeira Luso-Argelina, elogiou as relações históricas “sempre positivas” com Portugal, destacando que esta cooperação foi esta quarta-feira “perfeitamente concluída” com a assinatura de 13 acordos em vários domínios (cooperação económica, formação profissional, energia, turismo, transportes aéreos, saúde e promoção do ensino do português).

Entre hoje e quinta-feira ficará também concluído um acordo para a criação de um conselho empresarial “que facilite as relações” entre as empresas dois países, adiantou.

O primeiro-ministro argelino congratulou-se também com a convergência de pontos de vista dois governantes sobre questões ligadas àquela região, “quer se trate do Magrebe, do Médio Oriente, do Sahel ou da luta contra o terrorismo”.

Ahmed Ouyhia convidou também o seu homólogo a visitar Argel para “prosseguir a construção de uma parceria exemplar entre Portugal e a Argélia”.

Os dois chefes do Governo falaram numa conferência de imprensa sem direito a perguntas após um encontro no Palácio Foz, em Lisboa.

António Costa manifestou-se confiante de que Portugal e a Argélia estão agora em condições de relançar a cooperação económica após terem saído de conjunturas de crise e salientou a importância da convergência política entre os dois países.

“Portugal, hoje, ultrapassou a crise económica em que vivia e a Argélia recupera das dificuldades resultantes da baixa do preço do petróleo, que introduziu desaceleração na sua própria ação económica. Por isso, este é o bom momento de unirmos esforços e de reforçarmos a confiança no quadro de relacionamento económica entre as nossas empresas e a Argélia”, sustentou António Costa.

Neste contexto, o primeiro-ministro português disse encarar com satisfação o facto de as câmaras do comércio dos dois países assinarem esta quarta-feira a constituição de um conselho empresarial, assim como municípios portugueses assinarem acordos de geminação com autarquias argelinas.

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