Bruxelas quer explicações sobre discriminação no Alvarinho

A Comissão Europeia considera que há uma "discriminação" entre os produtores de Monção e Melgaço e os restantes produtores dos Vinhos Verdes no que à indicação da casta Alvarinho diz respeito. Em causa está a exclusividade concedida aos produtores de Monção e Melgaço no uso da denominação de origem Vinho Verde para a casta Alvarinho e Bruxelas concedeu 60 dias ao Instituto da Vinha e do Vinho para justificar o porquê desta regra que considera "abusiva".

Frederico Falcão, presidente do IVV, reconhece que a notificação existe, mas garante que o prazo termina “algures em novembro” e que a intenção do instituto é “pedir uma prorrogação”. Até porque, diz, “as discriminações e limitações à livre concorrência podem ser justificáveis ou não e antes de responder, o IVV quer tentar encontrar um consenso entre produtores”.

O Ministério quer que o diálogo prossiga “de forma despolitizada, com pragmatismo e sentido de compromisso” e mandatou a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes retomar a discussão do tema e apresentar conclusões até janeiro de 2015. Em declarações ao Dinheiro Vivo, Frederico Falcão admite que “há uma larga maioria de produtores favoráveis à liberalização da denominação de origem Vinho Verde Alvarinho”, mas considera que o Ministério “optou por não avançar dado o grande descontentamento que a questão gerou junto dos produtores de Monção e Melgaço”. Garante já ter reunido com os vários envolvidos e mostra-se convicto que “há vontade de encontrar consensos e que será possível uma solução de compromisso”.

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