Casa Pro ERA fechou 220 contratos de construção em dois anos. E está a precisar de pessoas

Quando Isidro Fernandes lançou o Casa Pro em parceria com a Era Imobiliária estava longe de pensar que, apenas dois anos depois, a empresa de arquitetura e construção de casas teria a dimensão que tem agora. "Tem sido uma correria. Começou em maio de 2012 com duas pessoas e como uma experiência piloto em duas lojas da ERA. Agora estamos em todas as lojas e temos 60 funcionários próprios, além dos 140 que subcontratamos", contou ao Dinheiro Vivo o responsável da empresa, Isidro Fernandes.

Além disso, estão a contratar, e para lugares efetivos. “Todos os meses empregamos duas ou três pessoas e temos perspetivado recrutar mais 12 a 15 pessoas até ao final deste ano. Mas podem ser mais. Menos é que parece quase impossível”, disse, explicando que estão à procura de quadros superiores, arquitetos, engenheiros, diretores de obra e administrativos.

Esta será a força de trabalho necessária para fazer frente ao crescente número de contratos que a Casa Pro tem conseguido. A empresa, que constrói casas, tanto em terreno próprio como em terrenos do portfolio da ERA, cresceu 200% entre 2012 e 2013, fechando 102 negócios avaliados em 18 milhões de euros. E de 2013 até setembro de 2014 cresceu mais 40%, estimando concluir o ano com mais de 150 contratos. Contas feitas, em pouco mais de dois anos o Casa Pro ERA firmou 220 negócios de construção, equivalentes a 35 milhões de euros, dos quais 34 já foram entregues e 72 estão em obra. Destes, 90% são T3 e de clientes com terreno próprio, uma tendência que está a mudar. “Há ano e meio, 90% dos clientes tinha terreno, mas hoje só 60% aparecem com terreno e 40% recorrem aos terrenos da ERA”.

Aposta nos emigrantes

A maior parte dos clientes da Casa Pro Era são portugueses (68%), mas há já uma grande fatia de portugueses emigrantes (26%) e é neste mercado que Isidro Fernandes quer apostar. “Temos aqui margem para crescer. Vamos fazer ações de promoção em França, Suíça e Luxemburgo, e queremos fazer parcerias com bancos portugueses”, adiantou.

Este tipo de clientes são, aliás, uma aposta maior que os estrangeiros que ainda só representam 6% do total. “É um nicho de mercado e não é por aí que vamos crescer porque a maioria procura algo mais imediato e não tem tempo para esperar que a casa esteja pronta”, disse. Mesmo quando a Casa Pro se compromete a tratar dos licenciamentos e da construção em 12 meses. Para Isidro Fernandes, esta é uma das grandes vantagens, sendo a outra poder “fazer no mesmo sítio o que se fazia em quatro ou cinco locais diferentes”.

Mas afinal, como funciona a Casa Pro? Basta ir a uma loja da ERA, com ou sem um terreno próprio, e dizer que quer fazer uma casa. Há vários modelos arquitetónicos disponíveis, mesmo que sejam só para inspiração, e depois de avaliada a obra é feito um orçamento com o valor do processo, que depois aceita ou não. Em média, as obras têm custado 140 ou 150 mil euros, mas há mais baratas e mais caras. Depende do tamanho e tipo de casa que fizer.

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