Conheça os 3 interessados na ES Saúde

São três os candidatos à corrida pela Espírito Santo Saúde. Mexicanos, Chineses e Portugueses apresentaram as suas propostas para comprar um dos maiores grupos privados de saúde em Portugal. Conheça em que áreas cada um atua.

Ángeles

O grupo mexicano Ángeles está
presente em diferentes sectores de atividade que vão desde as áreas
de saúde, finanças, turismo e comunicação social.

Presidido por Olegario Vázquez Aldir,
o grupo foi fundado em 1986 e tem vindo a investir em diferentes
áreas. Na saúde, sector onde está presente há mais de 20 anos,
conta com 28 hospitais próprios, mais de 15 mil médicos e mais de
12.700 colaboradores.Tem ainda 3.324 consultórios médicos e fornece
serviços de hospitalização a mais de 2 milhões de pessoas por
ano. Ao nível das consultas externas, são atendidos mais de cinco
mil utentes anualmente. Conta tambéma com nove centros de
diagnóstico (CEDIASA) na Cidade do México e na área metropolitana,
com 492 equipas.

Na área financeira, os “anjos”
mexicanos detém três entidades: o Banco, a Casa de Bolsa e a
Seguradora, subsidiária do Banco Multiva.

Nas telecomunicações, têmo Grupo
Imagen Multimédia que engloba 20 estações próprias de rádio e
mais de 70 filiadas no México e no sul da Europa, várias cadeias de
televisão, o jornal diário Excélsior e várias páginas na
Internet.

Já no sector do turismo são
detentores do Grupo Real Turismo, que gere 41 hotéis dispersos por
27 cidades mexicanas e em El Paso, no Texas, Estados Unidos.

No dia 19 de Agosto, os mexicanos
saltaram para as páginas dos jornais portugueses depois de lançarem
uma OPA sobre a Espírito Santo Saúde (ESS), proposta que já foi,
entretanto revista em alta para 4,50 euros.

Fosun

A Fosun International é um dos maiores
consórcios privados na China atua e investe em diversas áreas de
negócio, que vão desde a indústria aos seguros, passando pelas
minas e turismo. Fundado em 1992 por estudantes da universidade de
Xangai, o grupo está cotado na bolsa de Hong Kong desde 2007. Xonta
com investimentos em diversos sectores, do imobiliário à saúde,
passando pelo turismo e a indústria farmacêutica. Ainda assim, os
responsáveis têm vindo a estabelecer um modelo de negócio
alimentado por quatro áreas-chave: os seguros, as operações
industriais, os investimentos e a gestão de ativos. Segundo o seu
chairman, no longo prazo os seguros serão uma das atividades core do
grupo, representando 30% a 40% dos ativos sob gestão.

No início de 2014, a Fosun marcou a
entrada no mercado português ao comprar os seguros da Caixa Geral de
Depósitos. Os chineses ofereceram mil milhões de euros por 80% da
Caixa Seguros – Fidelidade, Multicare e Cares – , incluindo a Caixa
Poupança, unidade que concentrava produtos de capitalização
vendidos aos balcões da CGD. A operação permitiu ao banco do
Estado encaixar com a privatização 1264 milhões de euros, além de
ter ficado prevista uma distribuição extraordinária de capital.
Guo Guangchang, chairman e co-fundador da Fosun, é hoje um dos
homens mais ricos do mundo e, pela estratégia que segue na Fosun, já
é apelidado de “Warren Buffet chinês”. Lançaram ontem
uma oferta sobre a Espírito Santo Saúde através da seguradora
Fidelidade com um preço de 4,72 euros por ação.

José de Mello Saúde

A José de Mello Saúde é um dos
principais grupos de saúde privados em Portugal desde 1945 e atua na
área da saúde, ano em que abriu o hospital da Infante Santo, em
Lisboa. Atualmente, a José de Mello Saúde assume-se como líder na
prestação de cuidados de saúde em Portugal e gere uma rede que
inclui dois hospitais públicos, três privados, seis clínicas e um
instituto. A primeira experiência de parceria público-privada data
de 1995 e ocorre com o Hospital Fernando Fonseca, na Amadora, cujo
contrato de gestão viria a terminar em 2008. Também em 1995, o
grupo abre a primeira clínica, a CUF Belém, apostando numa “unidade
de ambulatório diferenciada”, alargando o âmbito da sua
atuação. Em 2001 é inaugurado o hospital CUF Descobertas e, dois
anos depois, a clínica CUF Alvalade, uma expansão da área de
ambulatório com enfoque na medicina física e na reabilitação
desportiva. Já 2006 marca o início da diversificação geográfica,
com a chegada da primeira unidade no Porto (Campos Costa), de um
instituto em Cascais e de uma participação no grupo Hospitalário
Quirón, operador de referência em Espanha.

A expansão segue de vento em popa.
Logo no ano seguinte, abre o CUF Porto Instituto, a primeira unidade
construída de raiz no Norte, “assentando numa forte
diferenciação a nível do corpo clínico e da tecnologia” e em
2008 entra em funcionamento a Clínica CUF Torres Vedras, que marca o
alargamento da rede para fora dos grandes centros urbanos, e a CUF
Cascais, comprada ao Grupo Português de Saúde.

O ano de 2009 marca o arranque da
gestão do Hospital de Braga, em regime de parceria público-privada,
e dois anos da gestão do hospital de Vila Franca de Xira, no mesmo
regime. Por fim, em 2010, entra em funcionamento o maior hospital
privado do Norte, o CUF Porto.

Já no ano passado, a José de Mello
Saúde gerou um volume de negócios de 494 milhões de euros, um
aumento de 6,8% face ao ano anterior, tendo o resultado líquido mais
do que triplicado, passando de 3,8 milhões para 12,62 milhões de
euros. Foram realizadas mais de 1,6 milhões de consultas (+12% do
que no período homólogo), mais de 70 mil doentes saíram de
internamento (+8%) e 72 mil doentes foram operados (+10%), pode
ler-se no relatório e contas do grupo. E o desejo de expansão
continua. Lançaram uma oferta sobre a Espírito Santo Saúde de 4,40
euros por ação.

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