Comboios

CP suprime 51 comboios rápidos na Linha de Cascais

A idade dos comboios que percorrem a linha de Cascais e a escassa procura fora de hora de ponta obrigou a CP a reajustar a sua oferta. Assim, a partir do dia 18 de janeiro entrará em vigor um novo horário de serviços que acaba com 51 viagens rápidas que começavam e terminavam em Oeiras.

Atualmente existem 251 circulações diárias naquela linha. A partir de domingo serão menos 51 – menos 26 para o Cais do Sodré e menos 25 para Cascais. Ou seja, haverá uma redução de cerca de 20% no número de comboios, que se sentirá nas horas de menor movimento.

O novo horário leva a que a cadência dos comboios passe a ser feita de 20 em 20 minutos, sendo que o fim das viagens rápidas leva a um aumento do percurso de sete minutos, entre as 10h00 e as 17h00 e depois das 20h00. Isto acontece porque os comboios passa a parar nas 16 estações intermédias, que os rápidos evitavam.

Fora daquele horário, entre as 07h00 e as 10h00 e as 17h00 e 20h00, tal como aos fins de semana, os comboios rápidos continuarão a circular sem alterações.

Números cedidos ao Dinheiro Vivo pela Comboios de Portugal mostram que a Linha de Cascais tem cerca de 80 250 passageiros diários. Fora dos horários de ponta são cerca de 19 mil pessoas. Quer isto dizer que as alterações deverão afectar 23,75% dos passageiros que normalmente fazem este percurso.

“Existem duas famílias de comboios na Linha de casais e a ocupação fora de hora de ponta na família de Oeiras é de 11%, na de Cascais é de 22%“, referiu fonte oficial da CP ao Dinheiro Vivo, explicando que

A empresa ferroviária justifica a reorganização da oferta com “a necessidade de estabilizar o serviço”, bem como de melhor aproveitar o número de lugares oferecidos em alturas de menor movimento.

Os problemas da Linha de Cascais não são de hoje e prendem-se, essencialmente, com a elevada idade dos comboios e maiores exigências de manutenção, afirmou fonte oficial da empresa.

Nos últimos anos houve um desinvestimento no material circulante daquela Linha e, atualmente os comboios exigem pausas maiores para manutenção pela sua idade avançada – os motores remontam a 1979 e são diferentes de todos os outros já que a tensão é de 1500 volts em corrente contínua e não de 25 mil volts como a restante linha, que foi sendo adaptada. Têm sido, por isso, frequentes os cancelamentos, atrasos e imprevistos devidos a avarias naquele trajeto que a empresa prefere agora evitar com uma redução da oferta, mesmo que possa ver a procura a diminuir.

A Linha de Cascais tem uma concessão prometida pelo atual governo, mas para já não há luz ao fundo do túnel, e mantêm-se à espera da fusão da Refer com a Estradas de Portugal, empresa que terá de gerir ainda as concessões dos suburbanos de Lisboa e Porto.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
VALORES Arrábida Shopping[192606]

Valores. Empresa de comércio de ouro quer ter 230 lojas em 2021

Mário Centeno 
(EPA-EFE/PATRICIA DE MELO MOREIRA / EU COUNCIL HANDOUT  HANDOUT)

Centeno quer acordo europeu antes do verão

covid 19 portugal casos coronavirus DGS

1316 mortos e 30 623 casos de covid-19 em Portugal

CP suprime 51 comboios rápidos na Linha de Cascais