Creatives Boards. A montra onde cabem todos os criativos

São painéis de inspiração que funcionam como montras de trabalhos de criativos, de maneira a que as empresas possam escolher os quadros de inspiração com que mais se identificam para poderem colocar, juntos, mãos à obra.

Na Creatives Boards não há caras nem contatos. Só portólios. Através de moodboards de criativos portugueses, a equipa liderada por Henrique Pinho, fundador da DryDrill, quer oferecer, no mesmo local, uma montra de trabalhos de criativos para facilitar a vida às empresas nacionais.

“O objetivo é, através de uma linguagem puramente visual, estabelecer empatia – encontrar ‘match’ – entre empresas e criativos para a criação de uma linguagem previamente pensada pelas PME’s”, explica Henrique Pinho.

Para trás ficam os anteriores passos do processo – desde a procura de contatos, referências e pedidos de trabalhos prévios. O resultado é um percurso mais rápido e direto ao que realmente interessa, tanto às empresas como aos criativos: trabalhar. “A Creatives Boards é especialmente direcionada para empresas da indústria portuguesa com vocação exportadora, para a qual o percurso dos criativos é irrelevante. O que as empresas precisam é de alguém que ponha em prática os materiais de que precisam, sobretudo para a estratégia de expansão internacional”.

De acordo com um estudo elaborado pela Creatives Boards, 88% das empresas portuguesas acham que um designer é fator de diferenciação para uma empresa. Da mesma maneira, 88% dos designers inquiridos afirmam a necessidade de poder concentrar os contatos e as folhas de inspiração num mesmo local e com uma mesma plataforma.

A Creatives Boards vai funcionar assim mesmo, como um feed de moodboards que servem de montra: depois de as empresas escolherem os criativos que mais lhes interessam para os objetivos que têm, compras os respectivos contatos. O resultado do trabalho é depois avaliado, numa última fase, pelo próprio mercado, que validará a decisão. “Se as empresas tiverem disponível, numa mesma plataforma, uma amostra do trabalho de uma parte importante dos criativos disponíveis no mercado e puderem encontrar quem fale a sua linguagem, todo o processo será simplificado. O criativo vai polir e dar dimensão à informação que a empresa quer passar para fornecedores e clientes. A Creatives é para empresas que sabem o que querem mas precisam de alguém para pôr as ideias em prática.”, detalha.

Tanto criativos como empresas podem usar a plataforma gratuitamente. Por isso, o modelo de negócio da Creatives Boards passa pela “venda de contatos”. “Cada empresa reúne moodboards favoritos – uma pasta virtual de inspirações – e pode comprar os contatos dos criativos em grupos de três. Cada conjunto custa 50 euros”, esclarece Henrique.

A Creatives Boards quer incluir 10% do mercado nacional de criativos – que conta com cerca de 70 mil profissionais dos quais, cerca de metade, trabalham por conta de outrem – até final de 2014 e faturar cerca de 200 mil euros no primeiro ano de trabalho. O conceito, depois de validado no mercado português, deverá ser replicado sob a mesma marca a mercados europeus em que a relação entre criativos e indústria seja parecida, nomeadamente Espanha e Polónia. Além de Henrique, trabalham no projeto dois programadores e dois designers.

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