CTT vendidos a “investidores do melhor que há”

A venda de 31,5% dos CTT transformou a empresa num operador postal totalmente privado e rendeu ao Estado 343 milhões de euros. A oferta junto de investidores institucionais suplantou a procura.

“Houve procura de investidores institucionais do melhor que há”, garante Francisco de Lacerda, CEO dos Correios, na cerimónia de conclusão da segunda fase de privatização dos CTT na EuroNext. Os investidores que participaram na operação ainda não são conhecidos – ainda não houve comunicação de participações qualificadas -, mas a procura pelos títulos revela que “existe no mercado vontade de comprar”, diz Lacerda.

Veja aqui o vídeo: CTT já é 100% privado. Veja como foi a celebração na Bolsa

O IPO (venda em Bolsa) dos CTT foi o primeiro em cinco anos no mercado português e, frisou Manuel Rodrigues, secretário de Estado das Finanças, e “marcou um novo ciclo de confiança no mercado de capitais nacional”. Em nove meses as ações valorizaram 31% , tendo outras empresas “na esteira dos CTT”, optado por dispersar capital em bolsa. No total, o Estado encaixou 909 milhões de euros, elevando para 9,2 mil milhões o montante obtido com as privatizações para a melhoria do perfil de crédito da dívida soberana”, destacou Manuel Rodrigues.

Um modelo para a privatização da TAP? Nem a venda TAP está decidida, nem o modelo, disse apenas Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.

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