DAI. De onde vem o açúcar?

A DAI - Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, S.A. foi fundada em 1993. No entanto, a atividade desta empresa sediada em Coruche, no distrito de Santarém só foi iniciada em 1997 e até 2008. Durante estes primeiros anos, a DAI dedicou-se ao fabrico de açúcar a partir de beterraba. Manuel Amaral, diretor administrativo e financeiro da empresa, explica que "em 2006, na sequência de uma decisão da Comissão Europeia, de reduzir a quota de produção das empresas do sector, a DAI adaptou a sua unidade fabril e passou a refinar exclusivamente açúcar bruto de cana.

“Atualmente, as principais atividades da DAI englobam a refinação e a comercialização de açúcar e a venda de energia em cogeração quando a fabrica está em laboração”, explica.

A península ibérica é o mercado onde a empresa efetua a maior parte das suas vendas, tradicionalmente com um peso relevante no mercado espanhol.

“Dentro da União Europeia, a península ibérica assume um papel relevante, fora da União Europeia, pontualmente existem outros destinos, como a Tunísia”.

Manuel Amaral explica que ” o açúcar branco refinado pela DAI é produzido a partir de açúcar bruto importado das melhores origens”. O produto fabricado em Coruche “cumpre com as principais certificações e homologações incluindo a Certificação de Segurança Alimentar (FSSC 22000)”.

O açúcar branco chega ao mercado de diversas formas. O diretor financeiro da DAI sublinha que o produto “pode ser fornecido em vários tipos de embalagens.

“Em pacotes de um kg, em sacos de vinte e cinquenta kgs, em big bags de 1000 e 1200 kgs e a granel, transportado em camiões cisterna”, destaca.

A relação com a Caixa remonta ao início da laboração da DAI e que sempre se assumiu como um forte parceiro financeiro de negócio. Manuel Amaral afirma que o relacionamento entre as duas instituições é feito “com operações de financiamento, operações bancárias correntes, garantias bancárias necessárias para as entidades públicas ou em aplicações financeiras”.

“Desde logo no financiamento de médio longo prazo onde teve um papel importante no suporte ao investimento inicial”, confessa o diretor financeiro da DAI enquanto explica que “a atividade da empresa é caracterizada por fortes necessidades de fundo de maneio”. Manuel Amaral prossegue explicando que como “produzir ou refinar é feito continuamente 24/7, em grandes blocos, isso implica fortes necessidades de tesouraria.”

“Depois de pagar a matéria-prima, o ciclo é longo, depois de refinar, armazenar, vender. No final, receber dos clientes e então reduzir o nível de endividamento”, exemplifica.

A Caixa tem sido uma instituição fulcral no financiamento de curto prazo para apoio às necessidades de fundo de maneio.

Com a acessibilidade informática da Caixa e-banking, existe uma grande facilidade em proceder a todas as operações bancárias desde pagamentos, às antecipações de reembolsos de IVA, ainda que sempre com um acompanhamento muito próximo do relacionamento Caixa-DAI.

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