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Dança? A Rumbanita tem os sapatos certos para si

As danças latinas são a grande paixão de Mariana Simões. E foi ao procurar uns sapatos confortáveis, bonitos e a bom preço que percebeu que havia um nicho de mercado a ocupar. Assim nasceu a Rumbanita Dance Shoes, que até tem uma linha específica para kizomba.

Mariana Simões tem 31 anos, é licenciada em gestão internacional e marketing pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, e tem um mestrado em Gestão de Design que fez em Barcelona. Mas as danças latinas, como a salsa e a rumba, são, desde sempre, a sua grande paixão. E foi da dificuldade que tinha em arranjar calçado de dança “bonito e a um preço acessível” que nasceu a Rumbanita Dance Shoes.

“Há excelentes marcas portuguesas, mas são muito formais. Os sapatos são todos ou pretos ou cor de carne. E as marcas estrangeiras são caríssimas. Foi daí que surgiu a ideia de fazer uma marca nova, diferente, com um design muito retro, mas em que a cor, os padrões e o brilho são uma constante “, explicou ao Dinheiro Vivo Mariana Simões.A Rumbanita Dance Shoes, que completa em janeiro um ano de vendas, nasceu com três coleções diferentes, com preços que vão dos 70 aos 115 euros: a Rumbanita, cujos modelos são especialmente desenhados para as danças latinas; a Basic Star, para quem se está a iniciar no mundo da dança; e a Kizomba Diva que, como o nome indica, se destina às amantes das danças africanas.

Aliás, foi pela mão de Mariana Simões que nasceu o primeiro sapato no mundo especificamente desenhado para a kizomba. Qual a diferença?, quisemos saber. “Tem tudo a ver com a estabilidade do salto e a inclinação da forma”, diz a jovem designer, que acrescenta: “Para a kizomba recomendo um stiletto, porque dançamos agarradas ao par e as kizombeiras têm um outfit muito mais sexy que merece um sapato que se coadune. Já a salsa é uma dança muito rápida, pelo que requer um sapato mais específico e técnico, em que o mais importante é a estabilidade. Escolhi, por isso, o salto cubano.” E em vez de couro, a coleção Rumbanita tem sola de camurça, que “permite deslizar melhor e dá o equilíbrio perfeito para dançar”. Mesmo o design das duas coleções é diferente. A Kizomba Diva tem sapatos “muito fashion, muito ligados à moda, com saltos que podem ir dos 8,5 aos 10,5 centímetros”, enquanto a Rumbanita é “mais virada para o passado”, com modelos vintage, de inspiração retro. Já a Basic Star é uma linha mais básica, com materiais mais acessíveis.

Mas Mariana Simões não conta ficar por aqui. Já em janeiro pretende lançar mais uma coleção, a Rumbanita Bridal, vocacionada para noivas e para casamentos. E promete mais surpresas à medida que a marca se for consolidando.

Dez mil euros foi o investimento de arranque deste seu projeto, que desenvolve em estreita parceria com a Queirós & Moreira, empresa de Oliveira de Azeméis que lhe produz os sapatos. “Se eles não acreditassem no meu projeto, não conseguia ter hoje uma marca no mercado. Levei quase dois anos a encontrar um fornecedor, porque esta é uma indústria muito fechada e que exige muito investimento”, afiança.

Foi com a ajuda da mãe que Mariana Simões arrancou com o seu projeto. Deve terminar o primeiro ano de atividade com vendas na ordem dos 18 mil euros, mas gostaria de se aventurar nos mercados externos. “Para exportar é preciso investir e eu não tenho capacidade. Preciso de “oxigénio”. Gostava de encontrar um investidor que olhe para o projeto e veja que a Rumbanita merece chegar ao mundo”, diz. E não tem dúvidas de que lá chegará. “Sou muito teimosa e trabalho muito, hei de ganhar dimensão e atrair investidores. É tudo uma questão de ir pouco a pouco, os chamados baby steps, até ao objetivo final”, afiança.

Para já, os sapatos da Rumbanita Dance Shoes estão à venda no Chiado Factory. E Mariana Simões prepara-se para avançar com a venda à consignação a professores de escolas de dança.

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