Fapomed. Um negócio muito saudável

A Fapomed é uma conversão de uma empresa tradicional de têxteis. Esta empresa, que fazia parte de um conglomerado de empresas da confeção clássica, em meados dos anos 80 converteu-se numa empresa de fabrico de batas cirúrgicas.

Miguel Lopes da Cunha, presidente executivo da Fapomed, explica que as batas começaram a ser feitas com um “material que era então revolucionário e que viria a instalar-se como sendo a melhor proteção cirúrgica – e que são os tecidos não tecidos”. “É uma tecnologia que não tem nem teia nem trama, os tecidos são feitos por sobreposições de camadas, com diversos tipos de texturas que criam por si só uma proteção bacteriana e por isso são muito eficientes em ambiente cirúrgico.”

A Fapomed tem fábricas em Portugal e na Ucrânia. Opera exclusivamente na área da saúde, em três mercados. Para além do mercado ibérico, a empresa também trabalha para o centro da Europa, destacando-se a Alemanha e a França. O mercado britânico é também fortemente explorado pela Fapomed. A exportação pesa 80% do volume de negócios. “A Alemanha é o mercado central e pesa 40% das vendas; seguem-se Portugal e Espanha, os dois importantes para nós, e um outro conjunto de países, no Norte de África, países limítrofes da Europa, mas também EUA, Chile e Macedónia”, diz Miguel Lopes da Cunha. “Fazemos a distribuição através de canais. Temos a nossa marca própria que é trabalhada por distribuidores nossos e representa 15% das vendas – normalmente para fora da Europa, para não concorrermos com os nossos grandes distribuidores, trabalhamos para as marcas deles. Temos ainda um conjunto de fabricantes intermédios de kits cirúrgicos para quem desenvolvemos os produtos de especialidade”, frisa.

Quanto ao futuro, traça como objetivo “chegar aos 19 milhões de euros de faturação em 2020”. “Temos este ano um crescimento interessante, na casa dos dois dígitos. No ano passado mantivemos um nível de vendas estável, apesar de alguns mercados terem entrado em rutura”.

Parceiro da Caixa Geral de Depósitos “há 30 anos”, Miguel Lopes da Cunha confessa que o banco foi, “se não o primeiro, um dos primeiros parceiros financeiros a trabalhar connosco”. Essa relação, que se “manteve sempre estreita”, começou ainda antes de a empresa assumir a sua nova designação. “Temos negócios há muitos anos e uma excelente colaboração e abertura da Caixa para avaliar os nossos projetos de investimento e para nos sugerir as melhores soluções; e tem corroborado o nosso crescimento”.

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