Finantia já tem nova administração. Só falta OK do Banco de Portugal

O Banco Finantia já tem definida uma nova administração. Os nomes foram eleitos em novembro e estão apenas à espera de aprovação e registo do Banco de Portugal. Ao que o Dinheiro Vivo apurou, o novo conselho de administração será composto por quatro gestores da "casa" - Pedro Reis, Gonçalo Vaz Botelho, David Guerreiro e Tiago Lopes.

De saída está o ainda presidente, António Guerreiro, que ficará em funções na holding Finantipar (que controla 53% do banco), juntamente
com os outros dois fundadores do banco há 27 anos: Eduardo Costa, que passa à reforma, e Maria Luísa Antas, que integrará o Conselho Estratégico. Outro membro da atual administração que também passará à reforma é João Sabido, além de Pedro Santos, que sairá do banco.

Além do novo conselho de administração, o Dinheiro Vivo sabe ainda que o conselho fiscal também sofrerá uma alteração, com Miguel Cancella de Abreu a juntar-se a José Manuel Archer e António Vila Cova. Na proposta dos novos órgãos sociais, o Finantia mantém João Vieira de Almeida como presidente da mesa da assembleia geral.

A aprovação e o registo dos cinco novos nomes que vão integrar os órgãos sociais do Finantia estão agora nas mãos do Banco de Portugal, que terá de dar o seu aval. É esperado que o OK seja concedido ainda antes do Natal, de forma que a nova administração assuma funções já no início do próximo ano.

Quem é a nova gestão?

Pedro Reis, que sucede na presidência do banco a António Guerreiro, é o atual diretor central do Finantia e responsável pela Sofinloc, instituição de crédito integrada em 1992 no Grupo Banco Finantia. O conselho de administração ficará completo com Gonçalo Vaz Botelho, que liderou a assessoria financeira feita pelo Finantia à compra da seguradora Fidelidade pelos chineses da Fosun; David Guerreiro, filho do atual presidente do banco e que depois de vários anos no escritório de Londres regressa à casa-mãe; e ainda com Tiago Lopes.

Condenação sem relação

A mudança da administração do Finantia surge depois de o Banco de Portugal ter condenado a instituição e quatro dos seus gestores num processo de contraordenação. No entanto, o banco recusa qualquer relação entre os dois acontecimentos, salientando que a mudança já estava prevista há muito tempo.

“O mandato dos corpos sociais terminou com a aprovação das contas de 2013”, afirmou fonte próxima do Banco Finantia ao Dinheiro Vivo, explicando que “como estava para ser conhecida a nova legislação bancária, o que só aconteceu em outubro, os novos corpos sociais foram eleitos em novembro”. “Assunto completamente diferente são os processos de contraordenação do Banco de Portugal, aos quais o banco não reconhece qualquer fundamento, tendo avançado com a impugnação.”

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