Fuel TV já não é da Fox. Agora a ação radical é toda portuguesa

Adrenalina é o combustível - fuel, em inglês - dos desportos radicais a que o canal Fuel TV dá destaque. E agora também o elemento que move a empresa portuguesa Fluid Youth Culture (FYC), que acaba de comprar a totalidade da marca global Fuel TV ao gigante norte-americano Fox.

“É um grande orgulho”, assume
Fernando Figueiredo, CEO da FYC. E tem motivos para isso: é a
primeira vez que uma empresa de capital 100% nacional se torna dona
de uma “marca global de televisão”, reforça.

Dedicado exclusivamente aos desportos
de ação e ao seu lifestyle, o canal Fuel TV foi lançado em 2003
nos EUA, pela Fox Sports Media Group. Chegou a Portugal em 2008
através de uma parceria com a portuguesa FYC, que o colocou,
primeiro e em exclusivo, no Meo, seguindo-se a Vodafone TV e, em
2011, na Zon (hoje NOS).

Mas em 2010 a Fuel TV já estava na
Europa, no Médio Oriente e em África (EMEA), concretamente em 50
países. Um ano depois, a empresa portuguesa e o gigante
norte-americano iniciavam as negociações para a compra da
totalidade da marca, que se concretizou em junho deste ano.

Com uma faturação anual de 70 milhões
de dólares (55,3 milhões de euros), a Fuel TV terá, no entanto, de
ser relançada no mercado norte-americano. É que aí a Fox vai
continuar a operar com os seus canais de desporto – Fox Sports 1 e 2,
detendo 90 milhões de lares.

Uma concorrência de peso para a
portuguesa FYC? “De facto. É um desafio difícil reconquistar um
mercado que vale 40 milhões de lares [dantes detidos pela Fuel TV]”,
assume Fernando Figueiredo.

Mas a empresa não começa do zero. A
Fuel TV é uma marca com 12 anos, que detém uma enorme afinidade com
um target muito importante: jovens entre os 10 e 18 anos – 65%
rapazes e 35% raparigas.

Mas nada que seja impossível quando se
tem um investidor de peso: CJ Olivares (na foto à esquerda). O
fundador da Fuel TV e diretor-geral do canal entre 2003 e 2011
regressa agora para ajudar a empresa portuguesa a realizar o seu
plano de expansão. “É uma mais-valia, sobretudo para a
reconquista do mercado norte-americano”, assume Fernando
Figueiredo.

A distribuição do canal em cerca de
100 países, sobretudo em mercados onde não está presente, é o
objetivo da FYC para os próximos cinco anos. Para isso, Fernando
Figueiredo aponta baterias ao mercado asiático, em que se inclui
Singapura e Índia, ao sul-americano, onde destaca o Brasil, mas
também ao continente australiano e à Rússia.

Em relação ao investimento envolvido
na compra da marca Fuel TV, o CEO da FYC escusa-se a revelar valores,
optando apenas por reforçar a vantagem de ter comprado uma empresa
que tinha negócios na valor de 70 milhões de dólares.

“Somos uma empresa portuguesa que
comprou um canal global e que vai continuar a fazê-lo cada vez mais
global”, reforça Fernando Figueiredo. Isto, destaca, com uma
equipa de 50 pessoas, em que 80% deste capital humano está em
Portugal, apesar de ter escritórios em Londres (Reino Unido) e em
Los Angeles (EUA), além de Lisboa.

Disponível na posição 160 (HD) e 161
(SD) da Meo, 144 (HD) e 133 (SD) da NOS e 110 (SD) e 111 (HD) da
Vodafone TV, a Fuel TV oferece uma programação que abrange a
cultura e o estilo de vida radicais, proporcionados por skate,
snow-board, surf, BMX, motocross e wakeboard. Com muita adrenalina, o
melhor combustível – fuel.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

Salvador de Mello
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Saúde não pode andar “ao sabor de ventos políticos”

Outros conteúdos GMG
Fuel TV já não é da Fox. Agora a ação radical é toda portuguesa