Petróleo

Galp aguarda luz verde do Governo para continuar a procurar petróleo no Alentejo

A Galp está à espera de luz verde do Governo para poder avançar com perfurações no Alentejo, mais precisamente em alto mar, ao largo de Sines, onde está em estudos há cerca de três anos.

O processo “está em fase avançada de análise e estamos em conversações com o Governo para decidir se podemos perfurar. O previsto era começar a preparar os equipamentos em 2015 para começar a perfurar no início de 2016”, disse o CEO da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira, ontem na apresentação das contas dos nove meses do ano.

Contudo, alerta o gestor, o facto de querem avançar para a perfuração não significa que haja boas perspectivas de encontrar petróleo naquela zona. Primeiro são feitos estudos geológicos para ver se há indícios que justifiquem perfurar e só depois de perfurar é que se sabe se esses indícios são ou não fidedignos e se existe petróleo em quantidades suficientes para produzir e vender.

Estes processos são muito caros e, para avançar, a Galp precisa ainda de partilhar o investimento necessário, recordou Ferreira de Oliveira na mesma ocasião. “Sozinhos o risco é demasiado elevado”, disse.

Contudo, escusou-se a dizer se a empresa já tinha encontrado esse parceiro, que neste caso, seria para substituir a brasileira Petrobras, que abandonou o consórcio no final de 2013 para se dedicar apenas às suas explorações no Brasil, onde a Galp é também sua parceira.

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