combustíveis low cost

Gasóleo pode ficar abaixo de 1 euro este ano. Mas só por 1 semana

O litro de gasóleo já custa um euro e poucos cêntimos nas bombas dos hipermercados e se os preços voltarem a descer na semana do ano novo, na segunda-feira 29 de dezembro, pode mesmo passar a custar menos de um euro, o que já não acontecia desde o final de julho de 2009, e em todas bombas do país, segundo as estatísticas da Direcção Geral de Energia.

Os preços nos hipers só não descem a fasquia do euro já amanhã porque os três a quatro cêntimos que estão previstos baixar não são suficientes. Por pouco.

As contas são simples. Segundo os dados de ontem da DGEG, o gasóleo mais barato custava 1,049 cêntimos/litro no Jumbo de Santo Tirso. Menos os quatro cêntimos que descem amanhã, só chega a 1,009 euros/litro. Mas basta descer um cêntimo na semana seguinte para ficar a menos de euro.

Há depois outros hipermercados onde o gasóleo custa 1,053 ou 1,070 euros por litro e, nesse caso, era preciso que na semana do ano novo os preços recuassem mais de um cêntimo. Mas não é difícil, dado o cenário de descidas das últimas cinco semanas consecutivas.

O problema é que mesmo que o gasóleo desça a fasquia do euro a 28 de dezembro, esse preço só se manterá durante essa semana, poque no início de janeiro aumentam os impostos associados aos combustíveis por via do Orçamento do Estado e da fiscalidade verde.

Segundo as contas das gasolineiras e do Governo, o impacto desse aumento será de quatro cêntimos por litro no gasóleo. Destes, 1,5 cêntimos surge por via da nova taxa de carbono criada pela reforma da fiscalidade verde e 2,46 euros pela subida da Contribuição de Serviço Rodoviário. Ou seja, anula as descidas que existam nas duas semanas anteriores.

É precisamente por causa dos impostos que o especialista em energia e atual presidente da Endesa em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, diz que os combustíveis dificilmente vão baixar a fasquia do euro. Ou baixam agora na última semana do ano – e apenas por uns dias – segundo as contas do Dinheiro Vivo. Ou então “porque as bombas dos hipers decidem fazer uma ação de marketing”, comenta Ribeiro da Silva.

Aliás, é mais ou menos isso que se passa em Espanha, onde os hipers já vendem o gasóleo a 0,99 cêntimos. Preferem esmagar as margens ao máximo e ganhar menos por litro, mas vender mais litros. Há mesmo um, em Saragoça, onde custa 0,94 cêntimos. Mas não vale a pena correr, porque segundo a informação avançada pelo El Mundo, a maior parte dessas bombas são todas para lá de Madrid, ou seja, muito longe da fronteira portuguesa.

Segundo Ribeiro da Silva, estes preços são possíveis em Espanha porque a carga fiscal é muito menor e, “como os preços ainda vão corrigir mais, é possível que até os postos normais cheguem a ter o gasóleo a um euro ou menos”. Mas em Portugal não. “Temos impostos superiores a Espanha e à média europeia e eles são aplicados tanto no combustível low cost como no high cost”, diz.

Preços normais perto dos low cost

Em Portugal há 238 bombas low cost e nos hipermercados (313 conando com a Prio), que têm já mais de 30% do mercado.

Mas a maioria são postos normais, com preços mais altos, como se vê nas bombas das principais marcas (Galp, BP e Repsol), onde o gasóleo custa em média 1,22 euros e a gasolina 1,38 euros.

Ora, com a descida de três a quatro cêntimos de amanhã, estes preços aproximam-se dos low cost. O gasóleo ficará a 1,18 euros e a gasolina a 1,34, enquanto nos hipers o gasóleo custará um euro/litro e a gasolina 1,16 euros/litro.

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