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Greve na hotelaria ameaça réveillon no Porto

Os bons resultados da hotelaria na região Norte, este ano, eliminam "quaisquer desculpas para não haver aumentos dos salários", diz o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

Perante um impasse negocial que, desde 31 de julho, suspendeu as
negociações do sindicato com a associação patronal, a Associação
Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT), o sindicato
“tem estado a negociar empresa a empresa e já teve resultados positivos
em mais de 50% das cerca de 30 unidades visadas”, segundo adiantou, ao
Dinheiro Vivo, o dirigente sindical Francisco Figueiredo.

“No caso dos hotéis do maior grupo hoteleiro do Porto, a Expotel (hotéis Ipanema Park, Ipanema Porto, Fénix Porto, Tuela Porto, Tuelinha Porto), a negociação foi rejeitada, pelo que os trabalhadores decidiram, em plenário, avançar para a greve no dia 31 de dezembro”, resumiu a mesma fonte, que admite que o protesto “pode pôr em causa a realização do réveillon” nos hotéis referidos.

Além dos aumentos salariais de cerca de 250 trabalhadores naquela cadeia hoteleira, que, segundo o sindicato, não têm aumentos desde 2011, poderiam ser negociadas questões como a revisão e progressão nas carreiras, dado não haver ainda acordo com a APHORT relativamente aos contratos coletivos.

“Quase todos os grandes grupos hoteleiros concederam os aumentos, entre 1% e 2,5%, desde o grupo Accor, Ibis, Sheraton, Intercontinental, o Grande Hotel do Porto. Não é tanto uma questão de valor, mas de intenções e se tivemos um bom ano turístico, já não há desculpas”, afirmou o dirigente.

Contactada a administração dos hotéis em causa, a mesma não quis prestar declarações sobre o pré-aviso de greve ou comentar a questão sindical, adiantando apenas que se mantém toda a programação prevista para a noite de 31 de dezembro em toda a sua rede.

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