Hotelaria

Hotelaria espera fechar 2014 com 10 mil milhões em receitas turísticas

O sector hoteleiro faz um balanço positivo de 2014 e espera fechar o ano com resultados superiores aos do ano passado. Para 2015, prevê uma performance ainda melhor do que a deste ano.

A taxa de ocupação média deverá rondar os 61,3% no final de 2014, valor que representará um aumento de 2,48 pontos percentuais relativamente ao ano passado, adiantou esta quarta-feira a Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Já o preço por quarto disponível deverá ficar nos 41 euros, mais 5,67% do que o preço médio registado no final do ano passado.

Os dados mais recentes do Banco de Portugal mostram que, até setembro deste ano, as receitas turísticas ultrapassaram os 8 mil milhões de euros, um aumento de 12% face a igual período de 2013. A AHP prevê fechar 2014 com receitas em torno dos 10 mil milhões de euros.

“Queremos continuar a crescer quer em termos dos níveis de ocupação, quer no que respeita ao preço, uma vez que estamos bastante abaixo de destinos que concorrem diretamente com Portugal e a nossa capacidade instalada”, disse a presidente da AHP, durante a apresentação do inquérito “Balanço e Perspetivas”. Este ano, acrescentou, Portugal deverá ultrapassar os 15 milhões hóspedes e os 45 milhões de dormidas.

Para 2015, também há boas expectativas. “Todos os indicadores terão uma melhor performance, desde a receita total ao preço médio por quarto e à taxa de ocupação”, disse Cristina Siza Vieira.

No próximo ano, o sector hoteleiro espera ainda que, ao contrário do que é habitual, setembro seja o melhor mês, ultrapassando agosto e julho.

Portugal vai manter-se, quer este ano, quer em 2015, como o maior mercado da hotelaria. “As famílias portuguesas estão, provavelmente, a adaptar-se à redução do rendimento disponível e a poupar menos”, justifica Cristina Siza Vieira. Seguem-se Espanha, França, Alemanha e Reino Unido como os principais mercados.

Resta saber, concluiu a responsável, se em 2015 “vai haver mais dinheiro para as famílias e se as famílias vão usar esse dinheiro para as famílias”.

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