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Imobiliário. Investimento cresceu 130% e volta para níveis pré-crise

O investimento no mercado imobiliário sofreu um boom em 2014. De acordo com a estimativa da JLL, o setor cresceu 130%, tendo rendido 715 milhões de euros.

Os dados hoje divulgados mostram que, no ano passado, a procura pelo imobiliário superou os valores do ano anterior, tendo o valor final, mais do que duplicado os 312 milhões obtidos nesse ano. A JLL lembra que os 715 milhões registados pelo setor em 2014, “equiparam-se aos níveis registados
em 2008 e 2010,
de respetivamente 704 milhões e 760 milhões”. Ou seja, o setor parece ter regressado aos valores anteriores à crise de 2011.

“O volume de investimento de 715 milhões confirma uma retoma plena do
mercado imobiliário nacional e da sua projeção internacional,
já que a
quase totalidade deste volume foi transacionado por investidores
estrangeiros”, assume Pedro Lencastre, diretor geral da JLL Portugal.

Por exemplo, no sector dos escritórios, onde houve uma contração durante o período da crise, já se sente uma “inversão”, com muita procura por parte de lojistas e consumidores. A JLL estima “um crescimento da absorção de escritórios entre os 30% e os 40% e a entrada de um total de mais de 30 novas lojas nas principais zonas de comércio de rua em Lisboa”.

No total, o retalho foi, à semelhança do que tem sido habitual, a principal classe de investimento, com 58% do volume
transacionado
no ano, seguindo-se os escritórios, com 26%, e o
imobiliário industrial e de logística, com um peso de 15%.

Assim, as expectativas para 2015 não podiam ser melhores. “Poderá ser mesmo um ano recorde em termos de investimento, tendo em
conta algumas operações de grande dimensão que estão a ser negociadas e
que não foram concretizadas em 2014″, refere o responsável.

A pautar a boa performance do sector estarão preços mais competitivos e rentabilidades mais elevadas, que se aliam a uma melhor performance da economia nacional e que “vão continuar a estar na base da aposta que os investidores fazem”.

No ano passado, 86% do volume de investimento contabilizado tem origem estrangeira, com a China, Reino Unido, Brasil, Espanha e Rússia a ganhar maior destaque, refere a consultora.

Os chineses têm sido os “mais dinâmicos”, estando não só a apostar no sector residencial e reabilitação (fora do volume registado), como também em edifícios de escritórios com rendimento e bem localizados, alguns do quais com necessidade de obras de modernização.

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