João Costa: “Têxtil pronto para investir na inovação”

O sector têxtil "atravessou um período de grandes dúvidas, agora está mais confiante e seguro, pronto para começar a fazer os investimentos de inovação", afirmou o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, João Costa, no Fórum da Indústria Têxtil (ATP).

João Costa frisou a “assinalável recuperação do sector têxtil”, reforçando esta ideia com os números das exportações, que “nos primeiros sete meses do ano atingiram os 2,8 mil milhões de euros, o que representa mais de 10% que em igual período do ano passado, representando 10% das exportações nacionais”.

O sector dadas as dificuldades dos mercados tradicionais, a Europa, “procurou novas geografias, e os EUA registam um crescimento na ordem dos 15%, mas também Angola, Dinamarca, Áustria, ou Noruega, com um crescimento de 56,5%”.

Nesse sentido, o responsável pela ATP sublinhou a necessidade do “acordo entre a União Europeia, o Mercosul, os EUA e Canadá, que viria dar um impulso muito significativo nas exportações.

Sobre o plano orientador até 2020, referiu a importância das empresas apostarem na criatividade, inovação, diversificação de mercados, diversificação de produção, modernização.

Mas a par destas linhas orientadoras, João Costa, frisou muitos dos problemas que o sector enfrenta, como os custos de contexto, “as subidas da energia criam muitos problemas às empresas, tendo em conta que as concorrentes têm custos mais baixos”.

Apontou o dedo também à Administração Pública “com a imensa burocracia que ultrapassa as capacidades de resposta das empresas”, dando como exemplo os incentivos de apoio, “é quase preciso fazer uma formação especial para conseguir candidatar-se”. Ora, frisa, “estes deveriam apoiar a dinâmica empreendedora e não um exercício complexo para ver quem sobrevive”.

Fez referência ainda às relações laborais, “que nem sempre conseguimos o acordo com os sindicatos, mas continuamos em negociação para um acordo coletivo”.

Já quanto ao financiamento das empresas, João Costa, afirmou que “se verificam melhorias nos spreads e taxas de juro, mas mesmo assim muito superiores aos dos países concorrentes”.

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