Meditação nas empresas: a nova moda de Wall Street já chegou a Portugal

Os escritórios das principais corretoras americanas não parece, de todo, o cenário ideal para relaxar. O intenso desgaste físico, emocional e mental provocado pelo mercado financeiro levou a grandes grupos como a Global Financial Capital e a Bridgwaters a procurarem uma estratégia que promova o bem-estar dos seus colaboradores sem esquecer a produtividade: a meditação.

A moda é a Meditação Transcendental (MT), técnica de relaxamento de inspiração budista que já inspirou celebridades como Oprah e David Lynch. É a responsável pelas filas de espera de centenas de colaboradores da Goldman Sachs que não querem ser deixados para trás e procuram o aumento na produtividade que a terapia possibilita, revela o porta-voz da empresa à Bloomberg.

Na realidade, o que seria uma técnica de relaxamento começou a tornar-se uma vantagem competitiva, depois de se terem confirmado os inúmeros benefícios da MT nos campos da atenção, inteligência emocional e tomada de decisões.

Em Portugal a CH Consulting, empresa de consultoria com 180 colaboradores, promove sessões de “Reiki Empresarial” duas ou três vezes por semana nas instalações da empresa. As salas de formação transformam-se em refúgio meditacional e as sessões, individuais, têm a duração de uma hora.

A meditação através do Reiki combina a gestão do cansaço físico e emocional com a resolução de obstáculos profissionais de forma a «”limpar” as más energias e renovar-se para assumir novos desafios» explica a Diretora de Comunicação Filipa Prenda. É frequente a articulação entre o Reiki e serviços de Coaching disponibilizados pela empresa.

O balanço feito pela equipa é bastante positivo. Carolina Leite, colaboradora, acredita que «este tipo de iniciativas afetam a produtividade das pessoas». Sente-se «mais alerta, com a mente mais limpa, com mais energia e feliz» e conclui: «Pessoas felizes são mais produtivas.»

A CH Consulting lidera o caminho e esta tendência não se verifica de forma significativa no universo empresarial português. Segundo Eduardo Cerveira Pinto, professor de MT na Associação Portuguesa para o Avanço da Ciência da Inteligência Criativa, a fraca de adesão das empresas deve-se a um preconceito não ultrapassado.Eduardo vê a necessidade de “quebrar barreiras” para a implementação da meditação no bem-estar empresarial em Portugal.

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