Móveis portugueses conquistam os Estados Unidos

A Brasão De La Espada vende quase todo o mobiliário que produz fora do país. As marcas italianas são o seu principal concorrente.

Mesas, camas, cadeiras, poltronas e secretárias são os principais exemplos da criatividade da Brasão De La Espada, uma empresa nacional que se dedica há quase duas décadas à criação, produção e comercialização de mobiliário contemporâneo de luxo e qualidade.

O administrador Miguel Oliveira explica que a empresa é o resultado da fusão de duas marcas: a De La Espada e a Brasão – Indústria e Comércio de Mobiliário SA, que “tinham em comum a qualidade do seu fabrico”, uma com características mais clássicas e outra com uma natureza mais contemporânea.

Todo o mobiliário é produzido na fábrica de Mira, no distrito de Coimbra, mas a empresa tem escritórios também em Londres e Nova Iorque. Miguel Oliveira considera que uma marca distintiva dos seus produtos é o facto de ser feitos “em madeira maciça”, sobretudo carvalho e nogueira, madeira que é importada dos Estados Unidos, pois “infelizmente a floresta nacional não tem madeira para as nossas necessidades. Não tem o tratamento nem a quantidade suficiente para utilizá-la com alguma fiabilidade”.

A Brasão De La Espada aposta também na associação a designers de renome mundial, “em parcerias com desenhadores que consideramos ser os mais conceituados, e em colaboração com eles apresentamos coleções completas, obtendo diferentes marcas e estilos com cada um dos nossos desenhadores. Portando, sendo uma empresa única, apresentamos várias marcas distintas”.

Para além da qualidade dos móveis e do prestígio do design, o administrador da Brasão De La Espada sublinha que a marca procura ser muito proativa “na apresentação da novidade”, ou seja procuram “apresentar um número de móveis novos a um ritmo que não é habitual na nossa indústria. É um dos pilares do sucesso da nossa empresa”.

A empresa exporta a quase totalidade da sua produção para mais de meia centena de países, um número “invulgar para uma empresa da nossa dimensão”, admite Miguel Oliveira. Um número que também obriga a uma grande logística devido às características de um mobiliário maciço, ou seja, pesado e por vezes volumoso. O maior mercado são os Estados Unidos, que representam até 50% das vendas, segue-se o Reino Unido com 30%, e o restante reparte-se pela Ásia e Austrália. Os principais concorrentes da empresa são as marcas italianas.

“Quando quisemos fortalecer a nossa relação com a banca, um dos candidatos óbvios, que teria necessariamente de ser consultado, era a Caixa Geral de Depósitos. Foi dessa naturalidade que fomos ter ao banco”, conta Miguel Oliveira quando questionado sobre a parceria com o banco público.

O administrador admite que “a relação tem sido excelente pelo serviço que nos tem sido prestado e as solicitações que temos feito têm sido surpreendentemente bem satisfeitas. Surpreendentemente porque a minha perceção da Caixa Geral de Depósitos não era dessa eficácia mas tenho sido agradado por ela”. Em termos de preços, tem sido capaz de ser competitiva também, o que tem levado a uma ótima relação”.

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