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Norte-americanos foram os que mais investiram na compra de ativos imobiliários em 2014

Os chineses não são os únicos a investir em Portugal, principalmente na categoria dos negócios de compra e venda de edifícios de escritórios, lojas de rua, armazéns ou centros comerciais. Neste caso, foram mesmo os norte-americanos que mais investiram no país em 2014.

Segundo dados da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, os norte-americanos aplicaram em Portugal 330 milhões de euros, ou seja, quase metade dos 700 milhões de euros que foram investidos o ano passado neste tipo de operações.

Em simultâneo, foram também os norte-americanos a protagonizar as maiores operações de 2014 em Portugal.
Nos 330 milhões incluem-se os 200 milhões de euros que o fundo Blackstone pagou à ESAF – um fundo do grupo Espírito Santo – por um conjunto de armazéns na Azambuja que estão atualmente arrendados à Sonae e ainda por cinco lojas que estão arrendadas a hipermercados Continente. É o caso do de Loures ou de Leiria.

Incluem-se ainda os 55 milhões de euros que a Global Asset Capital pagou pela sede da EDP no Marquês de Pombal, em Lisboa.

Segundo a Cushman, esta realidade mostra uma mudança de paradigma porque, até 2013 quem mais investia em Portugal neste tipo de negócios eram os fundos europeus e antes disso, os fundos portugueses.

Mas agora, além dos americanos há também muitos chineses e alguns brasileiros. Houve até investidores de Singapura, do Chile, da Malásia ou do Abu Dhabi a fazer contactos, mas sem efeito prático, reparou o
responsável
da área de investimento da Cushman, Luís Rocha Antunes.

Consequentemente, dos 700 milhões de euros aplicados, mais de 80% foi estrangeiro e o restante português.

O ano de 2014 foi excepcional para o
mercado

imobiliário com os o regresso tão aguardado dos investidores estrangeiros ao nosso país e com a recuperação dos mercados ocupacionais especialmente de escritórios e retalho”, disse o director-geral da Cushman, Eric Van Leuven.

No que toca aos negócios de investimento, os resultados só não foram melhores porque houve várias operações que resvalaram para este ano, sendo que algumas vão mesmo realizar-se já neste primeiro trimestre, assegurou a consultora.

Ainda assim, os 700 milhões de euros investidos foram o dobro do aplicado em 2013.

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