Novo Banco: Carlos Costa espera ofertas vinculativas até maio

O Banco de Portugal prevê que o Novo Banco receba as primeiras ofertas indicativas no início do ano e que a meio do segundo trimestre de 2015, ou seja, por volta de maio, já existam ofertas vinculativas.

“Temos em vista que haja ofertas
indicativas no início do ano, e que haja ofertas não vinculativas a
meio do segundo trimestre do próximo ano”, afirmou Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e Grupo Espírito Santo (GES).

O governador garantiu que a intenção é que a venda se realize em condições “de transparência e
segurança”, razão pela qual a venda será acompanhada atentamente.

“Se conseguirmos que haja interessados
que ofereçam um valor com um desconto pequeno e que garantem um
nível de concorrência, podemos ter passado ao lado de uma
tempestade”, adiantou Carlos Costa.

Para o Governador, o objetivo é que os bancos que participam no fundo de resolução tenham “a menor perda possível”.

Depois da revelação dos prejuízos semestrais históricos de 3,57 mil milhões de euros do BES – que resultaram numa insuficiência dos rácios de solvência -, o Banco de Portugal adotou uma medida de resolução a 3 de agosto. O supervisor separou o BES em duas instituições: o Novo Banco (que ficou com os bons ativos) e o BES-mau (que ficou com os ativos tóxicos).

O fundo de resolução foi chamado a injetar 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco. Deste montante, 3,9 mil milhões de euros vieram da linha de recapitalização da banca, os restantes foram as contribuições dos bancos que contribuem para o fundo.

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