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Novo Banco fecha venda da Tranquilidade à Apollo

A venda da Tranquilidade vai mesmo avançar e os norte-americanos da Apollo são os novos donos da segunda maior seguradora do mercado. A providência cautelar que levou à suspensão da venda foi levantada e, assim o Novo Banco, enquanto detentor da companhia, vendeu as ações da companhia ao fundo Apollo.

“O Novo Banco informa que, na sequência da obtenção das devidas aprovações regulatórias e do levantamento da providência cautelar que havia sido decretada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, concluiu, na presente data, a venda de ações representativas da totalidade do capital social da Companhia de Seguros Tranquilidade a uma sociedade gerida pelo fundo de investimento Apollo, nos termos do acordo subscrito em 12 de setembro de 2014”, adiantou o banco, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No documento, o banco liderado por Eduardo Stock da Cunha explica que “tendo as referidas ações sido dadas em penhor financeiro ao Novo Banco para cobertura de um crédito concedido à Espírito Santo Financial Group, a concretização desta venda efetuou-se mediante a execução do referido penhor financeiro”.

O comunicado esclarece ainda que “a contrapartida recebida pelo Novo Banco corresponde à melhor proposta recebida durante o processo de venda iniciado pela acionista da Companhia de Seguros Tranquilidade, apresentada pelo fundo de investimento Apollo e com os ajustamentos decorrentes de alterações relevantes no balanço da Companhia verificadas entre 31 de dezembro de 2013 e 12 de setembro de 2014.

A providência cautelar interposta pelo fundo Centerbridge Partners, na qualidade de detentor de obrigações da Espírito Santo Financial Group (ESFG), ‘holding’ que, através da Partran, controlava a seguradora. A providência cautelar validada pelo Tribunal da Relação, no final do ano passado, resultou da contestação do penhor das ações da seguradora a favor do Novo Banco. É que foi com esta base que o banco liderado por Eduardo Stock da Cunha assumiu a titularidade da seguradora e vendeu-a à Apollo por 215 milhões de euros.

A Apollo acordou a compra da Tranquilidade por 215 milhões de euros. Deste valor, cerca de 150 milhões de euros ficaram definidos para serem injetados na seguradora para repor os rácios de solvência, na sequência do impacto da desvalorização causado pelo colapso do GES. Já cerca de 50 milhões de euros terão como destino o Novo Banco. Um montante que resultou do facto de ter sido este o valor usado numa linha de crédito que a ESFG contraiu junto do BES e na qual a Tranquilidade foi dada como garantia. E foi este penhor que acabou por gerar o impasse judicial.

O Novo Banco tinha entregue no início do mês a oposição à providência cautelar que travou a venda da Tranquilidade e, depois de receber as devidas autorizações para levantamento da mesma fechou o negócio com os norte-americanos.

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