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OCDE. Economia global perde vigor arrastada pela zona euro

O crescimento da zona euro, que já era fraco nas projeções de maio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), foi revisto novamente em baixa na edição de Outono do estudo sobre perspetivas económicas dos países mais ricos (Economic Outlook).

De acordo com a OCDE, a economia mundo vai crescer 3,7% em 2015, menos duas décimas face à edição da primavera. Em 2016, avança mais 3,9% em termos reais. Os Estados Unidos perdem algum gás, mas ainda assim mantém um ritmo relativamente dinâmico de expansão da atividade (3,1%).

A principal fonte de problemas está na zona euro, que deverá crescer apenas 1,1% no ano que vem (1,7% em maio).

Segundo o estudo, hoje apresentado a partir de Paris, “espera-se uma melhoria moderada no crescimento global ao longo dos próximos dois anos, mas com divergências bem marcadas entre as principais economias, e com grandes riscos e vulnerabilidades”.

“O crescimento nas grandes economias continuará inferior às taxas médias registadas na década anterior à crise.”

Depois de um crescimento que se ficará pelos 0,8% este ano, a zona euro continuará a marcar passo; terá uma retoma “fraca e frágil”.

A OCDE frisa bem e repete que “o investimento e a confiança são baixos e caíram desde a primavera de 2014, refletindo riscos geopolíticos significativos e incertezas sobre a força subjacente da economia do euro e das perspetivas da economia mundial”.

Para a organização, reapareceram “fraquezas inesperadas” em vários países de proa da união monetária. É o caso da Alemanha, a maior delas, que deverá cresce apenas 1,1% no próximo ano. Na primavera a estimativa apontava para 2,1%.

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