OE2015

OE2015: estas são as medidas para aproximar a investigação e as empresas

É tudo uma questão de eficiência. O Relatório do Orçamento do Estado para 2015 aborda aquilo que o Governo considera ser um problema no sistema científico nacional - o conhecimento não é transferido para as empresas e, em última análise, não funciona para beneficiar a economia.

Serão lançadas várias iniciativas para corrigir esta falha, com o Programa de Transferência de
Conhecimento e Tecnologia para o Tecido Empresarial. O Governo explica assim: “apesar de os indicadores disponíveis
apontarem um Sistema Científico e Tecnológico Nacional em
convergência rápida com a média europeia, Portugal ainda não atingiu
esse valor em termos de outputs tecnológicos e de intensidade
tecnológica da economia, revelando ainda um insuficiente grau de articulação
entre as empresas e as instituições do SCTN.”

Estas são as medidas mais relevantes para combater o problema:

1. Reposicionamento estratégico da
Agência Nacional de Inovação, que irá receber 1,950 milhões de euros da FCT, “enquanto plataforma que corporiza e
operacionaliza o crescente alinhamento estratégico entre as
políticas geradoras de conhecimento e transferência de
tecnologia e a sua valorização económica”

2. Acompanhamento de Programas
Doutorais, envolvendo empresas em consórcio com
Universidades/Instituições de I&D,selecionados por concurso competitivo
com avaliação internacional

3. Concurso de Projetos “FCT Seed”, que será aberto a beneficiários de projetos FCT, para aproximar do mercado
as descobertas científicas

4. Desenvolvimento do empreendedorismo
nas Unidades de I&D e nas Instituições de Ensino Superior
(IES). Há aqui várias medidas, incluindo a criação de ecossistemas empreendedores
próprios, como a rede de gabinetes de transferência de
tecnologia universitária (rede UTEN), centros de apoio à
criação de startups, desenvolvimento de incubadoras (como o PTTI no
sector do espaço), e aceleradores de negócios (como o Biz.pt e a BGI -negócios de base tecnológica).

“Espera-se que o alinhamento
das ofertas de doutoramento e pós-doutoramento com as Estratégias
de Especialização Inteligente e as Prioridades Políticas Nacionais
contribuam ativamente para a transferência de tecnologia para o tecido
empresarial, assim como os programas de empreendedorismo de base tecnológica
nas IES”, lê-se ainda no Relatório.

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