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Origem: Na escola também se aprende a alimentação saudável

Luz e Vera Pinto Basto, fundadoras do Origem. (Fotografia: Rui Coutinho/GI)
Luz e Vera Pinto Basto, fundadoras do Origem. (Fotografia: Rui Coutinho/GI)

Desde setembro que a oferta de pratos à hora de almoço baralha as escolhas dos cerca de 100 alunos que almoçam na Oeiras International School.

É que, desde o início do ano letivo, além dos pratos mais comuns, há opção para vegetarianos e para celíacos.

Tudo porque a escola decidiu apostar num modelo de alimentação mais saudável e pôs a concurso o refeitório e a cafetaria da escola. Saiu vencedor o restaurante Origem, fundado no final de 2011, pelas irmãs Vera e Luz Pinto Basto, que decidiram dedicar-se à alimentação saudável com muitos produtos biológicos.

Leia a reportagem sobre o Origem, aqui.

Entre os sumos naturais, o arroz integral, a quinoa e o bulgur, muitos foram os nomes novos que, desde o primeiro dia de aulas, fizeram duvidar os olhos dos alunos. Primeiro de estranheza, agora de curiosidade. E até com vontade de repetir acompanhamentos biológicos de coisas que, até setembro, não sabiam que existiam.

“No primeiro dia, pediram-me uma Coca-Cola. Respondi: refrigerantes, só à sexta. Mas prove este sumo natural.”, recorda Luz Pinto Basto, que visita a cantina e a cafetaria Origem na escola de Oeiras diariamente. No início, os alunos faziam má cara mas começaram a experimentar e a gostar. “Agora, se ficamos dois dias sem fazer determinado sumo, já perguntam por sabores específicos”, explica ao Dinheiro Vivo.

Organizar as ementas para as escolas nunca esteve nos planos do Origem mas a possibilidade de abrir um caminho paralelo no mesmo ramo de negócio permitiu replicar o conceito do restaurante e cafetarias Origem na cantina e na cafetaria da escola de Oeiras.”É um público completamente diferente. Mas eu tinha muito medo de não conseguir convencer os miúdos, que eles torcessem o nariz às coisas novas, e foi muito fácil. Nós temos essa missão de ensinar a comer melhor e dedicamo-nos muito a isso.”, diz Luz Pinto Basto.

“À medida que vão conhecendo as possibilidades vão escolhendo o mais saudável. Pode pensar-se que é difícil convencer um adolescente a comer e a beber melhor mas não é: é só apresentar as possibilidades”, acrescenta Luz, que teve carta branca da escola para escolher o que queria vender na cafetaria e na cantina.O aumento da oferta nas lojas Origem ajudou a convencer os alunos da escola de que comer mais saudável não significava abdicar de alimentos a que estavam habituados, mas abrir o olhar a novas possibilidades.

“Temos uma série de cuidados que se aplicam também na escola. Os miúdos, ao princípio, gozavam com o pão de cereais, o queijinho fresco biológico. Agora, a maior parte deles, faz questão de pedir o pão de cereais.”, detalha.

Luz e Vera querem continuar a fazer crescer os hábitos saudáveis defendidos pelo Origem e, por isso, acreditam que novas escolas deverão aparecer nos próximos meses. “A palavra vai passar, não só pelos pais como por alguns professores que dão aulas em várias escolas.”, diz Luz.

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