Imobiliário

Parte de Vilamoura vai ser vendida a norte-americanos ainda neste mês

A Lusort, a empresa detida por espanhóis que gere os ativos imobiliários de Vilamoura e ainda a concessão da marina, vai finalmente ser vendida no final deste mês, depois de vários meses de negociações. Segundo apurou o Dinheiro Vivo, o processo está na fase final e já foi escolhido o comprador - um fundo norte-americano que tem outros ativos em Portugal, mas cujo nome não foi possível confirmar.

Não foi igualmente possível saber-se qual o valor a que operação será fechada. A última análise apontava para que os ativos à venda valessem 500 milhões de euros, mas fonte do mercado garante que serão vendidos por menos, a preço de saldo. “Projetos grandes como estes são vendidos por preços baixos porque é isso que os estrangeiros procuram agora em Portugal”, considerou.

Acresce que, no conjunto de ativos que estão à venda, só a concessão da Marina de Vilamoura é que dá algum rendimento. O restante são cerca de 700 mil metros quadrados de terrenos vazios junto à marina e à praia da Falésia, onde estava previsto construir um novo resort, mas para onde não há qualquer projeto aprovado. Ou seja, neste momento, a Lusort não têm qualquer cash flow. Mas vai ter, não só pela localização, mas também pelo potencial imobiliário.

É por isso é que estes ativos nunca perderam o interesse do mercado e que o proprietário – a Catalunya Caixa – nunca desistiu de o vender, mesmo durante a crise.

O que é Vilamoura?

O nome já entrou no vocabulário dos portugueses como sendo uma vila ou cidade do Algarve, mas Vilamoura é um enorme complexo ou resort turístico da freguesia de Quarteira. Começou a ser desenvolvido nos anos 1960 por Cupertino de Miranda, o fundador do Banco Português do Atlântico (mais tarde comprado pelo Millennium BCP) e tinha como empresa gestora a Lusotur. Em 1996, o empresário André Jordan, que desenvolveu a Quinta do Lago, comprou parte da Lusotur e em 2000 acabou por ficar com tudo, projetando a construção de um novo megaprojeto imobiliário chamado Cidade Lacustre.

Mas em 2004 André Jordan vendeu a Lusotur à espanhola Prasa por 360 milhões de euros, que manteve o projeto, mas mudou o nome de Lusotur para Lusort. Dois anos depois, o atual proprietário entra no capital da empresa e em 2010 acaba por ficar com tudo, no seguimento da falência da Prasa. Contudo, o projeto da Cidade Lacustre continuou sem sair do papel. Foi mais ou menos por esta altura que a Catalunya Caixa começou a reforçar os contactos para vender Vilamoura. Entretanto chegou a crise financeira e o processo foi-se arrastando, até ter ressuscitado no ano passado.

Curiosamente, também Vale do Lobo – que é detido pela Caixa Geral de Depósitos – está à venda e poderá ser comprada ainda neste ano, segundo as estimativas da consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

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