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Perde-se em palácios e centros comerciais? Google Maps Indoor chega a Portugal

Portugal torna-se hoje o 24º país a ter um Google Maps para os espaços interiores, depois de uma extensa colaboração entre várias entidades portuguesas e a gigante norte-americana.

O que este serviço oferece é uma adição à app do Google Maps: o utilizador abre a aplicação, pesquisa um local e se este tiver mapa de interior dará acesso à planta, com informações detalhadas sobre os andares, pontos de interesse e indicações de como chegar até lá.

O serviço é útil para grandes edifícios, lugares turísticos, universidades e superfícies comerciais, como o El Corte Inglés, um dos primeiros 49 locais a ter a funcionalidade operacional. Susana Santos, diretora de comunicação do espaço comercial, diz que oferecer este serviço em parceria com a Google “é um privilégio” que vai beneficiar todos os visitantes. O utilizador poderá encontrar lojas, caixas Multibanco, zona de restauração ou casas de banho, tanto no El Corte Inglês de Lisboa como no de Vila Nova de Gaia.

A ideia da Google é que os proprietários de espaços não incluídos comecem agora a ampliar a ferramenta, carregando as suas próprias plantas para o sistema (desde que cumpram as diretrizes de conteúdos, avisa a Google). Este primeiro lote de locais com Mapas Indoor é bastante virado para o turismo, pelo que estão incluídos o Palácio da Pena e Palácio Nacional de Sintra, geridos pela Parques de Sintra. O coordenador de projetos tecnológicos da empresa pública, Pedro Trocado, refere que esta inclusão no sistema de mapeamento é mais uma forma de “dar a conhecer o património sob a sua gestão ao máximo de pessoas possível em todo o mundo.”

No norte, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto também é um dos locais parceiros do Google Maps Indoor. “O potencial da utilização das plantas da FEUP pelos visitantes e estudantes é muito relevante”, explica o diretor, João Falcão e Cunha, acrescentando que a faculdade adicionou plantas específicas para pessoas com mobilidade reduzida. “Estamos entusiasmados por continuar a trabalhar juntos para dar uma utilização útil a esta funcionalidade muito interessante.”

Já o Instituto Superior Técnico, em Lisboa, decidiu integrar o Google Indoor Maps na aplicação da universidade, cruzando-o com a função de calendário. Ou seja: os alunos poderão encontrar mais facilmente as salas de aula e salas de exames, numa instituição que tem mais de cinco mil salas em dezenas de edifícios e três localizações (campus em Lisboa, Oeiras e Loures). “O suporte do Google Maps Indoor no Instituto Superior Técnico é muito bem-vindo”, sublinha Artur Ventura, engenheiro informático do sistema FenixEdu (uma plataforma de gestão para instituições de ensino).

A Google começou a trabalhar nos mapas de interior em 2011, usando uma versão indoor das mochilas “Trekker”, que são usadas para fotografar os espaços exteriores para o Street View. Para o Mapas Indoor, a Google usou as mochilas “Cartographer”, e em quatro anos cobriu já três mil milhões de metros quadrados de plantas em todo o mundo. Quem está interessada em fazer o mesmo é a Apple: no ano passado, começou a fazer mapeamento usando tecnologias diversas, incluíndo a iBeacon e sensores de iPhone.

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