Petróleo no Alentejo: Probabilidade é baixa, mas a haver, só daqui a 10 anos é que se vai extrair

A Galp vai reforçar a procura de petróleo em Portugal e até vai ter a ajuda da italiana Eni para perfurar um poço em alto mar, a 100 quilómetros ao largo de Sines, no Alentejo. Mas, não só não há certeza de que há petróleo, como se houver, só daqui a 10 anos é que se conseguirá extraí-lo.

“Se tudo correr bem, isto é, se a natureza estiver connosco, nós produziremos crude depois de 2025, portanto, pelo menos uma década para ter a produção de crude”, disse o CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, esta quinta-feira à tarde, à margem da assinatura das adendas que prolongam a concessão para explorar petróleo.

Mas para isso, é preciso que haja petróleo “no subsolo do nosso offshore ultraprofundo”, acrescentou o gestor. E isso é que não se sabe ainda. Nem sequer há grandes certezas.

Segundo Ferreira de Oliveira, “há uma ciência que permite avaliar a probabilidade do sucesso
exploratório e nós estamos numa zona em que ela varia 15%
a 20%. Estamos, por isso, numa zona de probabilidades muito baixas de
sucesso e é por isso que temos de fazer parcerias para diluir o risco
económico”.

Aliás, na mesma ocasião, a Galp anunciou ainda a formalização da entrada da Eni como
parceira neste projeto. A empresa italiana entra como operadora, ou seja, como líder do consórcio, com 70%. Quer isto dizer que vai ser ela a investir mais dinheiro.

A Galp passa assim a ter apenas 30%, mas por opção, uma vez que queria investir menos neste projeto que é de alto risco para poder aplicar mais dinheiro em projetos de menor risco económico, como no Brasil ou em Moçambique.

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