Primárias no PS: Costa vence com 70% dos votos, Seguro demite-se

António Costa conquistou 67,88% dos votos dos socialistas contra apenas 31,65% ou 55.239 votos de António José Seguro. Os resultados das primárias do PS estão fechados, mas a página da Internet www.psprimarias2014.pt salienta-se serem ainda resultados finais provisórios.

Entre o número de votantes e os votos expressos nos dois candidatos
há uma diferença de 823 boletins que, independentemente da sua
orientação, não permitem qualquer alteração dos resultados e da vitória
de António Costa.

Das 23 assembleias de voto, António José Seguro
venceu apenas na Guarda onde obteve 61,20% dos votos, ou 2.528, quase
mais mil votos que António Costa.

A derrota mais pesada para
António José Seguro foi em Lisboa, com os 35.895 militantes e
simpatizantes do PS que se deslocaram às urnas a darem uma larga maioria
a António Costa – 87,93% ou 31.564 votos contra 12,77% e 4.585 votos em
Seguro.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, anunciou, entretanto, a sua demissão da liderança na sequência dos resultados das eleições primárias e felicitou António Costa pelo triunfo neste ato eleitoral.

“Cesso hoje as funções de secretário-geral do PS”, declarou o líder socialista, dizendo estar “orgulhoso” pela realização das primeiras eleições primárias em Portugal.

“São a melhor comemoração do 25 de abril de 1974”, declarou António José Seguro.

Segundo os mesmos dados provisórios divulgados pelo presidente da comissão eleitoral, terão votado nas primárias 170 a 180 mil militantes e simpatizantes socialistas.

Jorge Coelho saudou depois o candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, mas também o derrotado, o secretário-geral cessante deste partido, António José Seguro.

“Dirijo uma palavra especial a António Costa, desejando-lhe as maiores felicidades. Deixo também uma palavra muito sentida a António José Seguro por tudo aquilo que foi o seu trabalho nos últimos três anos, tendo um papel importante no lançamento destas eleições primárias”, disse.

O presidente da comissão eleitoral das primárias elogiou ainda “o rigor e a competência dos funcionários” do seu partido, insistindo que o processo das eleições primárias “decorreu de forma exemplar”.

“Enquanto comissão eleitoral, a nossa missão terminou. A nossa função foi organizar as coisas para que esta grande vitória política do PS fosse uma realidade”, frisou o ex-ministro socialista.

Jorge Coelho sustentou ainda que, ao longo das eleições primárias, teve “um cuidado extremo nas suas declarações”, visando contribuir para que o processo corresse bem.

“O que aconteceu em Portugal com esta adesão maciça dos portugueses às eleições primárias é uma marca que fica na História da democracia do país. É algo que será irreversível em termos de futuro”, advogou o ex-ministro dos governos liderados por António Guterres.

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