Carlos Santos

Sapatos, cortiça e panelas de pressão como exemplos de sucesso empresarial

Aníbal Campos, presidente da Silampos, Jochen Michalski, responsável do grupo Cork Supply, e Carlos Santos, líder da Carlos Santos Sapatos, são os empresários convidados para amanhã, em São João da Madeira, debater os "Fatores de desenvolvimento económico da região. O convite parte do BCP e insere-se em mais uma edição das Jornadas Millennium Empresas, que esta quinta-feira decorrem na Casa da Criatividade, em São João da Madeira.

Fundada em 1951 em Cesar, no concelho de Oliveira de Azeméis, a Silampos foi responsável pela introdução, na década de 1960, da primeira panela de pressão em Portugal, produto pelo qual, ainda hoje, a marca Silampos é reconhecida no mercado nacional e internacional. Desde finais da década de 70 que se especializou na produção de louça de aço inoxidável e, em 2010, criou a Silampos Urban, marca dedicada ao mobiliário urbano.

Já o grupo Cork Supply tem a sua origem na Califórnia, em 1981. Começou por se dedicar à comercialização de rolhas de cortiça natural para vinho, mas foi expandindo a sua atividade para outras áreas de negócio e outras regiões vitivinícolas. Está presente na Argentina, na Espanha, na França, na Itália, na Austrália e na África do Sul, entre outros.

Fundada em 1942, a Carlos Santos é das poucas empresas portuguesas do setor do calçado a produzir através do sistema ‘goodyear welted’, uma forma de fabrico manual em que as máquinas são usadas apenas como complemento. Produtora de sapatos de luxo para homem, há 35 anos que a empresa deu os primeiros passos na internacionalização. Hoje, a marca está na Alemanha, França, Holanda, Japão, Bélgica, Suíça, Espanha e EUA, e prepara-se para entrar em breve no Médio Oriente.

Organizadas pelo BCP, as Jornadas Millennium Empresas são uma tentativa de aproximação do banco liderado por Nuno Amado ao segmento empresarial. Aliás, o presidente executivo do BCP não se cansa, em todas as sessões, de sublinhar que o banco está hoje “mais bem preparado” para dar atenção às empresas, que pretende ser “a primeira escolha” dos empresários em Portugal e que dispõe de quatro mil milhões para apoiar não só o investimento, mas também a recapitalização das PME.

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