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Sonae procura clubes independentes para transformar em ginásios Solinca

A rede de ginásios Solinca, propriedade da Sonae Capital, está a preparar novas aberturas para o primeiro semestre de 2015. Para isso, está à procura de espaços de outras marcas para os transformar em clubes Solinca. "Queremos encontrar operações locais que estejam com algumas dificuldades e assumir o negócio", disse ao Dinheiro Vivo o diretor-geral da marca, Bernardo Novo.

Para já, acrescenta, estão à procura de clubes com cerca de 2500 m2 na Grande Lisboa e Grande Porto “que tenham piscina, porque sempre foi uma modalidade que distinguiu a marca”. De acordo com o responsável, esta é uma das formas menos dispendiosas e mais rápidas de crescer, porque os clubes já estão equipados e só requerem uma intervenção na imagem.

Aumentar o número de ginásios em Portugal é a terceira e última fase de um plano de reestruturação que a Solinca estão a desenvolver desde 2013. Nesse ano, depois de um 2012 “muito difícil”, a marca redefiniu o modelo de negócio baixando os preços para um mínimo de 29,90 e um máximo de 49,90 euros com livre trânsito. “Não somos low cost e não cortámos serviços, gerámos eficiências na operação, transferindo essas poupanças para os sócios”, disse Bernardo Novo.

Em consequência, no ano passado angariaram 20 mil novos sócios e aumentaram a faturação 8% e o EBITDA passou de 1,2 milhões de euros negativos para 500 mil euros positivos. Já no primeiro semestre deste ano conseguiram mais 12 mil novas adesões e, face ao período homólogo, cresceram 10% na faturação e registaram um EBTIDA de 900 mil euros.

Aliás, foi precisamente para fazer face ao crescente número de sócios que a marca iniciou obras de melhoria e expansão de alguns dos clubes, nomeadamente o do Colombo e o do Estádio do Dragão, os principais da rede. Estes projetos, ainda em curso, representam 1,25 milhões de euros, dos quais 250 mil foram para o Dragão e um milhão para o Colombo, o mais antigo dos 11 clubes da marca e onde ainda falta aplicar 500 mil euros.

Estas obras trouxeram novas máquinas, novos e maiores estúdios e, no caso do Colombo, onde ainda estão a decorrer as obras da segunda fase, vão trazer mais salas e um novo solário, junto à piscina, cuja zona será alargada.

Em simultâneo, houve também um reforço nas modalidades disponíveis, com uma aposta nos desportos de combate e artes marciais, nas Les Mills – como o RPM, Body Attack, Body Balance ou Body Pump – e foi ainda introduzida a Crossfit Box, uma aula de treino intensivo ao estilo militar, neste caso apenas no clube do estádio do Dragão.

Agora, disse ainda Bernardo Novo, no que toca a novas modalidades, o objetivo é trazer a corrida para dentro do ginásio. “A maior parte das pessoas não sabe correr e por isso vamos ter uma running tribe com um personal trainer do Solinca”.

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