Energias Renováveis

Subsídios às renováveis no mundo chegam aos 230 mil milhões de dólares em 2030

Os subsídios - ou rendas - pagos às energias renováveis vão chegar aos 230 mil milhões de dólares (cerca de 185 mil milhões de euros ao câmbio atual) em 2030, ano a partir do qual começaram a cair, estima o World Energy Outlook da Agência Internacional de Energia, publicado hoje.

De acordo com esse documento, que faz as previsões para a produção e consumo de energia a nível mundial, em 2013 os subsídios atingiram os 120 mil milhões de dólares (96,5 mil milhões de euro), mais 15% que em 2012, e vão subir até aos 230 mil milhões de dólares em 2030, começando depois a recuar até aos 205 mil milhões de dólares (165 mil milhões de euros) em 2040.

Em causa está o desenvolvimento das várias tecnologias e a consequente descida de preço, nomeadamente na energia solar, mas também a concretização de alguns investimentos de longa duração agora em curso, como por exemplo, barragens.

De acordo com o Outlook, em 2013 quase 70% dos subsídios foram concedidos em apenas cinco países do mundo e três são na Europa, o que se explica com as políticas energéticas europeias. Aliás, face às novas metas estabelecidas pela União Europeia, aprovadas há cerca de duas semanas, a Europa vai continuar a ser o maior financiador de renováveis até 2040.

Assim, a Alemanha foi a que deu mais subsídios às renováveis, mais precisamente, 22 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros), seguiu-se depois os EUA, com 15 mil milhões (12 mil milhões de euros), a Itália, com 14 mil milhões (11,2 mil milhões de euros), Espanha, com oito mil milhões (6.4 mil milhões de euros) e por fim a China, com sete mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).

Mas não são apenas as renováveis que recebem as chamadas rendas. Os combustíveis fósseis também recebem subsídios e, em 2013, atingiram os 550 mil milhões de dólares, mais de quatro vezes o que ad renováveis receberam. Aliás, diz a AIE, estão a “atrasar o investimento em eficiência e nas renováveis”.

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